Condições de bem-estar na suinocultura: uma avaliação com base em indicadores fisiológicos e etológicos
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-032Palavras-chave:
ambiente, comportamento, parâmetros fisiológicos, temperaturaResumo
No Brasil a suinocultura é considerada de extrema relevância, visto que nos últimos anos, foi um dos setores que mais impulsionou a economia do país. A importância da prática de bem-estar animal (BEA) para atingir melhores qualidades de produção e eficiência econômica, sobretudo em sistema intensivo de confinamento. Neste contexto, objetivou-se com esse estudo avaliar o bem-estar em matrizes suínas em diferentes estágios de produção, baseando-se em parâmetros fisiológicos e comportamentais. Matrizes suínas foram avaliadas com base nos parâmetros fisiológicos temperatura retal (TR), frequência respiratória (FR) e temperatura superficial (TS). Os valores encontrados para esses parâmetros mostram a habilidade das matrizes, independentemente da fase reprodutiva, em dissipar calor, auxiliando no processo de termorregulação, ainda que os registros para a FR tenham sido superiores àqueles considerados normais para matrizes suínas (15 a 20 mov./min). Tal capacidade foi possibilitada devido a ambiência das instalações onde os animais foram mantidos, dada a presença de ventilação natural e também de componente arbóreo, o que contribui para a criação de um microclima mais favorável aos animais, minimizando o efeito de elevadas temperaturas do ar. Neste ínterim, é de suma importância que sejam realizados mais estudos acerca dos indicadores de bem-estar na suinocultura, em especial em regiões onde a temperatura do ar ao longo do ano seja superior às temperaturas críticas para suínos em diferentes fases de desenvolvimento.
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