Os Desafios Socioambientais da exploração mineral e agropecuária em Itaituba, Pará – Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n3-022Palavras-chave:
Amazônia, exploração mineral, agropecuária, mercúrio, desmatamento, saneamento básicoResumo
Itaituba, no sudoeste do Pará, é um epicentro econômico impulsionado pela mineração de ouro e pela agropecuária. Este artigo analisa os profundos impactos socioambientais dessas atividades, especialmente a poluição hídrica, que afeta ecossistemas e a saúde humana. Aborda a complexidade do garimpo (legal e ilegal), seus efeitos na contaminação por mercúrio, degradação do solo, desmatamento e assoreamento dos rios. Detalha como a expansão agropecuária, facilitada por infraestruturas como a BR-163, intensifica o desmatamento, o uso de agrotóxicos e a poluição hídrica por efluentes. Discute a importância de corredores logísticos e seus impactos em povos tradicionais, bem como alternativas sustentáveis como o extrativismo florestal. A análise da qualidade da água de poços tubulares na zona urbana, da influência antrópica no Rio Tapajós, das dinâmicas socioterritoriais, das redes de crime ambiental, das alterações hidro climatológicas da bacia do Tapajós, da necessidade de políticas públicas para o tratamento de água e das condições de saneamento em comunidades indígenas, e da sustentabilidade urbana na Região de Integração do Tapajós, fundamenta a urgência de políticas públicas eficazes, fiscalização, tecnologias limpas, práticas sustentáveis, expansão do saneamento básico e gestão integrada para garantir um desenvolvimento equilibrado e a qualidade de vida na Amazônia. Também se destaca o contexto histórico das políticas médico-sanitárias na Transamazônica.
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