Prevalência de bactérias patogênicas em peixes abatidos por meio da pesca subaquática
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv8n1-111Palavras-chave:
antibióticos, contaminação, enfermidades transmitidas por alimentos, pescado, resistênciaResumo
Atualmente a pesca subaquática tem se destacado como um dos principais meios para a captura de peixes a partir da utilização de técnicas de mergulho com a utilização de petrechos que envolve o uso de arpões, sendo classificada como uma modalidade de pesca não esportiva. O objetivo desta pesquisa foi analisar a prevalência de bactérias patogênicas na carne de peixes abatidos com o uso de arpões na prática da pesca subaquática. Diferentes espécies de peixes foram capturadas com uso de arpão nos rios Tietê e Paraná, região noroeste do estado de São Paulo. Os peixes abatidos ficaram presos em fieiras dentro da água durante todo o período da pesca até o momento das análises laboratoriais, sendo observado estado de rigor mortis em 100% destes animais. Durante necropsia do peixe foi constatada a perfuração dos órgãos internos, incluindo estômago e intestinos resultando em extravasamento de conteúdo gastrintestinal e consequente contaminação da carne dos peixes. Foi realizado coleta de material com o uso de swab estéril nos orifícios de entrada e de saída do arpão, bem como da carne do peixe, sendo este material transferido para placas de cultura microbiológica. Foram isoladas numerosas colônias de bactérias como Enterococcus faecalis, Edwardsiella tarda, Enterococcus faecium, Escherichia coli, Staphylococcus saprophyticus, Proteus mirabilis, Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae, Listeria spp., Salmonella spp. e Vibrio spp. Resistência bacteriana foi constatada para a maioria dos antibióticos testados sendo que apenas a doxiciclina e a ceftriaxona foram eficazes no teste de sensibilidade. Pode-se concluir com esta pesquisa que o modo de captura e armazenamento dos peixes obtidos por meio da pesca subaquática com o uso de arpão promove a contaminação da carne do pescado, sendo contraindicado o seu consumo, especialmente no preparo de alimentos crus ou mal cozidos devido ao risco da transmissão de patógenos aos consumidores.
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