Acidose ruminal em bezerras leiteiras no final do período de aleitamento – revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n4-160Palavras-chave:
pH, metabolismo, rúmen, concentradoResumo
A criação eficaz das bezerras leiteiras é crucial, pois intercorrências na fase de crescimento podem comprometer a saúde, produção de leite e desempenho reprodutivo das futuras vacas da propriedade. O desaleitamento é considerado um dos períodos críticos para bezerras, marcado por estresse e mudanças imunológicas e fisiológicas, incluindo a adaptação ruminal para a ingestão de alimentos sólidos. Quando realizado o aumento abrupto de concentrados na dieta, sem a proporção adequada de forragem, pode levar à acidose devido à produção e acúmulo excessivos de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e redução do pH ruminal. Desse modo, esta revisão tem como objetivo disseminar conhecimento científico sobre um assunto pouco abordado, tendo a possibilidade que essa afecção seja prevenida nas fazendas, garantindo vitalidade e bem-estar das bezerras. A acidose pode ser aguda ou subaguda, com sinais clínicos variando de distensão abdominal e fezes amolecidas a hipotermia e acidose metabólica grave. O diagnóstico envolve a observação de sinais clínicos, exames laboratoriais, como a medição do pH do líquido ruminal e a análise de presença de protozoários vivos. A ultrassonografia transabdominal também pode auxiliar na avaliação da espessura da mucosa ruminal. O tratamento é determinado pela gravidade do quadro, empregando-se principalmente tamponantes e alcalinizantes com objetivo de reduzir a acidez ruminal e sistêmica. Antibióticos como penicilina ou tetraciclinas também podem ser administrados. É de suma importância que se estabeleça terapia suporte e após a estabilização, seja realizada uma reavaliação da dieta desses animais para evitar recorrências e garantir a saúde das bezerras.
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