Determinação do potencial energético da fração orgânica dos resíduos sólidos produzidos na companhia de entrepostos e armazéns gerais de São Paulo, CEAGESP
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n4-087Palavras-chave:
resíduos sólidos, digestão anaeróbia, biogásResumo
Os resíduos sólidos possuem um potencial energético importante, e que normalmente é dissipado em aterros sanitários perdendo essa capacidade de gerar energia de forma sustentável. O CEAGESP gerou no ano 2015 uma quantidade de 60.195 t ano-1, e para o ano 2035 de acordo ao modelo linear será de 115.064,7 t ano-1. De essa quantidade de resíduos uma porcentagem é reciclada, para o ano 2015 a quantidade reciclada foi de 24,3%; o resto foi enviado para aterro sanitário. Entre os diversos tipos de tratamento para os resíduos sólidos se encontra a digestão anaeróbia, a qual permite gerar biogás, como resultado da ação metabólica dos microrganismos, que pode ser aproveitado para geração de calor ou eletricidade. Diversos tipos de tecnologia permitem tratar os resíduos por digestão anaeróbia, entre as quais destacam o processo DICOM, DRANCO, BIOCEL, BTA, VALORGA, SEBAC e KOMPOGAS. De acordo aos cálculos do potencial energético através dos diversos processos este oscila entre 3,1 MW (processo BioCEL) até 7,0 MW (DRANCO) para o ano 2015; e para o ano 2035, 5,9 MW (BioCEL) e 13,5 MW (DRANCO). A geração de biogás obtida em base aos dados de geração das diversos tecnologias foi entre 73.454 m3 de biogás (BioCEL) e 127.132 m3 de biogás (DRANCO) para o ano 2015; e para 2035 a geração seria de 140.410 m3 de biogás (BioCEL) e 243.017 m3 de biogás (DRANCO). O número de residências para abastecer de eletricidade estaria na média em 769 para o ano 2015 e 1469 para o ano 2035.
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