Persistência da palhada e liberação de nutrientes de Brachiaria brizantha, sem e com escória de siderurgia no sudeste do Pará
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n4-046Palavras-chave:
Urochloa brizantha, decomposição de resíduo vegetal, reciclagem de nutrientes, sistema de plantio direto, silícioResumo
Nas regiões de clima tropical, com elevada decomposição dos resíduos vegetais, a aplicação de escória de siderurgia pode se constituir numa alternativa para aumentar a durabilidade da palhada sobre o solo em plantio direto, interferindo na disponibilidade de nutrientes às culturas. Assim, objetivou-se avaliar a produção, persistência e reciclagem da palhada de Brachiaria brizantha (sinonímia – Urochloa brizantha), como também, a sua decomposição e velocidade de liberação de macronutrientes, sem e com a aplicação de escória, visando o estabelecimento do plantio direto na Amazônia. O trabalho foi realizado na Universidade Federal Rural da Amazônia, Campus de Parauapebas (PA). O delineamento experimental foi em blocos ao acaso com parcela subdividida e 4 repetições, as parcelas consistiram das épocas de coleta (0, 14, 28 e 42 dias após o manejo com herbicida) e as sub-parcelas, uma sem aplicação e a outra com aplicação de escória. A aplicação de 700 kg ha-1 de escória em pastagens de B. brizantha proporciona elevação na produção de M.S. da parte aérea, praticamente não alterando o teor de macronutrientes. Esta maior produção proporcionou a permanência de maior quantidade de palhada sobre o solo ao longo do tempo, com maior reciclagem e liberação acentuada de N, P, K, Ca e Mg. O K seguido do N são os nutrientes disponibilizados em maior quantidade no solo.
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