Métodos de procedimento cirúrgico de reconstrução de fratura em carapaça de jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria)
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n3-089Palavras-chave:
anatomia, reconstrução, jabuti, fratura, carapaçaResumo
No Brasil, há ocorrência de duas espécies de jabutis, jabuti-piranga (Chelonoidis carbonaria) e jabuti-tinga (Chelonoidis denticulata) que, com as devidas autorizações, vêm ganhando destaque como pets não convencionais. Nesse cenário, os jabutis são mais vulneráveis a acidentes de fratura de carapaça e plastrão por mordidas de cães ou atropelamento, por exemplo. Visando o bem-estar desses répteis, a cirurgia de reconstrução de casco de jabutis faz-se imprescindível quando há fratura das placas córneas e/ou escudos epidermais que revestem a carapaça e o plastrão, esta é a principal afecção na clínica de quelônios. É recomendado realizar uma radiografia a fim de analisar a extensão e gravidade da fratura, permitindo definir os melhores materiais a serem utilizados no procedimento. Os métodos podem ser invasivos, com diferentes tipos de resina e fibra de vidro, ou não invasivos, com impressão 3D. A reconstrução da carapaça dos jabutis pode ainda ser realizada com cobertura total ou parcial da lesão. A recuperação, o método e os materiais a serem utilizados no procedimento cirúrgico dependem de inúmeros fatores, como a saúde física do paciente, o tamanho e gravidade da lesão, também influencia diretamente no tempo de reabilitação do animal, chegando a até dezoito meses. Portanto, devido ao aumento da casuística nas clínicas, afirma-se que a cirurgia de reconstrução de carapaça de jabuti é de extrema importância tanto para o bem-estar do animal quanto para a conservação da espécie, uma vez que esta é uma espécie silvestre e corre constante risco de desaparecimento.
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