Óleo Essencial de Schinus terebinthifolius ativo em testes contra fungos oportunistas do gênero Cryptococcus

Autores

  • Juliana Lago Leite
  • Rosane Moura Aguiar
  • Vilisaimon da Silva de Jesus
  • Patrícia Santos
  • Antônio Jorge Fonseca Bento
  • Rosangela Santos Pereira
  • Rafael Santos Pereira
  • Djalma Menezes de Oliveira

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv7n3-074

Palavras-chave:

pimenta-rosa, Schinus terebinthifolius, α-pineno, β-pineno, δ3-careno, monoterpenos

Resumo

Os frutos da S. terebinthifolius são conhecidos no mercado de especiarias brasileiro e mundial como ‘pimenta-rosa do Brasil’, são de grande interesse na indústria de alimentos por apresentarem aroma e sabor picante, sob o ponto de vista químico-farmacológico despertam interesse devido a composição química e atividades farmacológicas comprovadas por usos na medicina popular e fitoterapia (1). Frutos maduros de S. terebinthifolius (OEFSt) foram coletados em Jequié (Bahia) em três períodos de frutificação da planta no ciclo de um ano. Amostras de óleos essenciais desses três acessos foram extraídos, quantificados e identificados por CG-FID e CG-EM. As análises por CG mostraram como constituintes majoritários o óxido de β-cariofileno (6,84%), α-pineno (22,0%) β-pineno (31,4%) no acesso da primavera; α-pineno (15,8%), β-mirceno (13,3%) e β-ocimeno (35,4%) no acesso de outono, e β-mirceno (5,10%) e δ3-careno (83,4%) foram os principais constituintes no óleo essencial de frutos coletados no inverno. O óleo essencial de frutos de S. terebinthifolius coletados na primavera apresentou atividades fungicidas frente aos fungos Cryptococcus gatti (CIM = 15,6 µg mL-1) e C. neoformans (CIM = 7,8 µg mL-1) e ações moderadas frente as cinco linhagens de Candida spp (CIMmed ≤ 200 µg mL-1). Em relatos na literatura, os monoterpenos α-pineno e β-pineno são detentores de propriedades inseticidas, fungicidas e antimicrobiana (2).

A variabilidade encontrada entre os constituintes majoritários das amostras de OEFSt foi atribuída a reações de rearranjos intermoleculares que ocorrem entre monoterpenos constituintes do OEFSt, incluindo os prioritários, principalmente devido às variações estacionais, tais como, intensidade de radiação solar, pressão atmosférica, temperatura e humidade, bem como a aspectos relacionados com a ecologia da planta estudada (3). Os resultados apontaram para a possibilidade de ocorrência de um novo quimiotipo de S. terebinthifolius na região Sudoeste da Bahia, nascendo assim, a necessidade de novos estudos para comprovar essa hipótese, levando em conta as correlações observadas entre a composição química do óleo essencial de S. terebinthifolius e os fatores climáticos que interferem nos aspectos agronômicos e ecológicos da planta (3, 4, 5).

Referências

EL-Massry, K. F. et al., J. of Agric. and Food Chem., 2009, 57, (5): 5265-70.

Silva, A. C. R.da, et al., Molecules, 2012,17, 6305-6316.

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Barros, F.M.C. et al., Química Nova, 2009, 32, (4): 861-867.

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Publicado

2024-09-16

Como Citar

Leite, J. L., Aguiar, R. M., Jesus, V. da S. de, Santos, P., Bento, A. J. F., Pereira, R. S., Pereira, R. S., & Oliveira, D. M. de. (2024). Óleo Essencial de Schinus terebinthifolius ativo em testes contra fungos oportunistas do gênero Cryptococcus. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 7(3), e72852. https://doi.org/10.34188/bjaerv7n3-074

Edição

Seção

Artigos originais