Germinação e vigor na cultura do milho sob tratamento com bioestimulante para sementes
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n3-046Palavras-chave:
fertilizante organomineral, desenvolvimento inicial, Zea maysResumo
Os tratamentos de sementes promovem um melhor desenvolvimento das plantas, visando maior vigor e produtividade, além de favorecer uma melhor expressão genética e hormonal. Esta pesquisa teve como objetivo analisar o efeito de diferentes doses de um fertilizante organomineral no tratamento de sementes, com foco na melhoria do desenvolvimento inicial das plântulas. Os tratamentos foram acompanhados diariamente por sete dias, com o objetivo de verificar o índice de velocidade de germinação, porcentagem de germinação, porcentagem de plântulas normais e anormais, comprimento de parte aérea, comprimento radicular, massa fresca e seca das plântulas e o volume de raiz. Para isso foram feitos cinco (5) tratamentos, com diferentes doses do fertilizante organomineral Emerge®, cada um com quatro (4) repetições: T1- Testemunha (0,0 mL/kg de semente); T2 – 2,0 mL/kg de semente; T3- 4,0 mL/kg de semente; T4- 6,0 mL/kg de semente; T5- 8,0 mL/kg de semente. Cada repetição consistiu em 50 sementes, totalizando 200 sementes por tratamento. Os testes foram realizados em papel germiteste, em laboratório, sob condições controladas. Os resultados indicam que o uso do fertilizante não comprometeu a capacidade germinativa nem o vigor das sementes de milho. O tratamento T5 destacou-se por proporcionar um comprimento da parte aérea significativamente maior em comparação aos tratamentos T1 e T2. O tratamento T2, por sua vez, apresentou as maiores massas fresca e seca de raiz em relação à testemunha. Além disso, os tratamentos T2, T4 e T5 resultaram em volumes de raiz significativamente superiores à testemunha, com incrementos de até 40%.
Referências
ALBUQUERQUE, J. A.; REINERT, D. J. DENSIDADE RADICULAR DO MILHO CONSIDERANDO OS ATRIBUTOS DE UM SOLO COM HORIZONTE B TEXTURAL. R. Bras. Ci. Solo, 25:539-549, 2001.
ANDRADE, M. F., DA SILVA SIQUEIRA, T., DE FRANÇA, J. G. E., SILVA, K. S., DO NASCIMENTO, A. D. L., DA SILVA, M. A. D., & SIMPLÍCIO, J. B. Custo de produção e viabilidade econômica do cultivo de milho de alta tecnologia no semiárido pernambucano. Revista de Gestão e Secretariado, v. 15, n. 4, p. e3655-e3655, 2024.
BRASIL (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Regras para análise de sementes. Brasília: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, 2009, 399p.
BARROS, J.F.; CALADO, J.G. A Cultura do Milho. Universidade de Évora. 2014. Disponível em: https://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/10804/1/ Sebenta-milho.pdf.
BATISTA, K. D. Características Mofoanatômicas De Raízes De Milho E De Sorgo Cultivados Sob Diferentes Concentrações De Fósforo. Universidade Federal de Lavras, Tese de Doutorado, 2012.
CASTRO, P. R. C.; VIEIRA, E. L. Biorreguladores e bioestimulantes na cultura do milho. In: FANCELLI, A. L.; DOURADO NETO, D. (Ed.). Milho: estratégias para alta produtividade. Piracicaba: ESALQ/USP/LPV, 2003. p. 99-115.
CONAB - COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento da safra brasileira de grãos 2022/2023. 6º. Levantamento. Disponível em: https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/graos. 2023a. Acesso em: 11 mar. 2023.
ECKERT, Caroline Thaís et al. Avaliação da Produção de Etanol a partir de distintos Híbridos de Milho na Região Oeste do Paraná. 2016.
FERREIRA, L.A.; OLIVEIRA, J.A.; PINHO, É.V.R.V.; QUEIROZ, D.L. Bioestimulante e fertilizante associados ao tratamento de sementes de milho. Revista Brasileira de Sementes, v.29, n.2, p.80-89, 2007
FLOSS, E. L.; FLOSS, L. G. Fertilizantes organominerais de última geração: funções fisiológicas e uso na agricultura. Revista Plantio Direto, Passo Fundo, v. 100, p. 26-29, 2007
GARCIA, J. C., & MENDES, M. B. Fontes de fósforo mineral e organomineral no estado nutricional e no crescimento inicial da cana-de-açúcar. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 5, n. 2, p. 2003-2013, 2022.
LOPES, Mario Lucio et al. Ethanol production in Brazil: a bridge between science and industry. Brazilian Journal of Microbiology, v. 47, p. 64-76, 2016.
OLIVEIRA, M.A.; ZUCARELI, C.; FERREIRA, AS.; DOMINGUES, A.R.; SPOLAOR, L.T.; NEVES, C.S.V.J. Adubação fosfatada associada à inoculação com Pseudomonas fluorescens no desempenho agronómico do milho. Revista de Ciências Agrárias, Lisboa, v. 38, n.1. 2015
SANTOS, A. Y. D. O., DA SILVA JÚNIOR, D. N., FREIRE, M. M., NETO, J. V. E., DE MORAIS, E. G.; DA SILVA, G. G. C. Desenvolvimento radicular da rúcula a doses crescentes de carvão vegetal e manipueira. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, v. 3, n. 3, p. 1085-1095, 2020.
SILVA, P.A. da,; Uso de bioestimulantes a base algas marinhas para tratamento de sementes de trigo. Trabalho de conclusão de curso de Agronomia da Universidade Federal da Fronteira Sul. 2021
STOLLER DO BRASIL. Stimulate Mo em hortaliças. Informativo Técnico da Stoller do Brasil, Cosmópolis, v. 1, 1998. 1 p.
TEJADA, M.; BENITEZ, C.; GONZALEZ, J. L. Effects of Application of Two Organomineral Fertilizers on Nutrient Leaching Losses and Wheat Crop. Agronomy Journal, Madison, v. 97, p. 960-967, 2005.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.