Pesquisa de fragmentos de insetos e outras matérias estranhas microscópicas em amostras de hibisco desidratado e especiarias comercializadas na região de Belo Horizonte-MG
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n2-068Palavras-chave:
microscopia de alimentos, boas práticas de fabricação e coleópterosResumo
Com o aumento da demanda por alimentação saudável, o consumo de chás e especiarias, como hibisco, urucum e açafrão, tem crescido devido ao reconhecimento de seus compostos bioativos. Esses alimentos são ricos em antioxidantes, combatendo os radicais livres. Neste estudo foram pesquisadas matérias estranhas microscópicas em amostras de hibisco e especiarias embaladas na região metropolitana de Belo Horizonte, MG. Foram analisadas 38 amostras (20 de hibisco, 9 de urucum e 9 de açafrão) pelo método do frasco de Wildman, com óleo mineral como líquido de flotação, seguido de observação microscópica. Em 100% das amostras de hibisco, foram encontrados fragmentos, insetos inteiros e larvas. Nas especiarias, 66,7% (n= 12) continham matérias estranhas, como fragmentos de insetos, fibras de tecido e pelo, dentro dos limites tolerados pela Anvisa. Apesar de falhas nas práticas de armazenamento/processamento, não foram encontradas matérias estranhas prejudiciais à saúde humana. No entanto, destaca-se a necessidade de maior atenção dos produtores, comerciantes e órgãos fiscalizadores quanto à qualidade desses produtos, especialmente os relacionados às tendências dietéticas em ascensão entre os consumidores.
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