Avaliação anestésica de cetamina e eugenol em Lithobates catesbeianus (Shaw, 1808): relato de caso
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n2-046Palavras-chave:
rã touro, anestesia geral, eugenol, cetaminaResumo
A rã-touro (Lithobates castebeianus) é uma espécie de anuro invasora introduzida no Brasil visando à criação comercial. Oferecer anestesia e analgesia para anfíbios representa um desafio considerável para a maioria dos profissionais de saúde animal. O eugenol vem se tornando muito popular nos últimos anos, e age por meio da inibição dos impulsos nervosos. A cetamina tem ação dissociativa, agindo no córtex cerebral, levando o paciente a um estado cataléptico, incapaz de responder voluntariamente a estímulos físicos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência e segurança da utilização do eugenol associado ao cloridrato de cetamina, por meio das respostas comportamentais, no período trans e pós-anestésico, em um exemplar de Lithobates catesbeianus, durante um exame clínico para coleta de material biológico na Clínica de Pequenos Animais do Centro Universitário de Barra Mansa. O paciente estava em jejum há aproximadamente 24 horas, e foi trazido dentro de um aquário com capacidade de 5 litros. Na avaliação clínica, o animal não apresentou alterações visíveis de acordo com o padrão da espécie. Aos 65 minutos após o início do protocolo anestésico, o paciente apresentou as características condizentes com o plano anestésico ideal. Após a coleta do sangue, houve a tentativa de avaliação dos parâmetros cardiológicos via monitor multiparamétrico. O paciente não apresentou sinais de incômodo e insuficiência respiratória durante o procedimento. Os valores dos parâmetros cardiológicos foram inconclusivos através da avaliação via monitor, sendo definidos apenas pela auscultação cardíaca via Doppler. O paciente apresentou frequência cardíaca de 55 bpm a 50 bpm. Na avaliação da cavidade oral via otoscópio digital, a mesma se apresentou saudável, íntegra e sem alterações. Aos 95 minutos após o início do procedimento, o paciente foi colocado em um segundo aquário de recuperação, e começou a realizar movimentos de retorno aos 140 minutos após o início do procedimento. A recuperação do animal foi gradativa, porém eficaz, demonstrando a eficácia do protocolo anestésico selecionado para a obtenção de material biológico, e confirmando a segurança, viabilidade e não toxicidade do eugenol associado ao cloridato de cetamina para o paciente anfíbio.
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