Aprimoramento do mapeamento de áreas estratégicas para a conservação e restauração da biodiversidade no estado do Paraná
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n2-009Palavras-chave:
áreas estratégicas, áreas prioritárias, conservação, políticas públicas, restauração, MapBiomas, sensoriamento remotoResumo
O mapeamento das Áreas Estratégicas para a Conservação e Restauração da Biodiversidade do Paraná (AECR) foi iniciado em 2009 e vem sendo atualizado ao longo dos anos. A atualização feita em 2022 foi realizada com o aprimoramento das informações utilizando imagens de satélites com maior resolução e histórico de imagens do MapBiomas (1985 a 2020) que possibilitou definir o tempo de existência dos fragmentos florestais como indicativo de seus respectivos estágios sucessionais. Como a Resolução SEMA/IAP 005/2009, que oficializou o mapeamento, estabelece que todos os fragmentos em estágios médio/avançado são considerados estratégicos para conservação, esse estudo resultou em um incremento de áreas estratégicas para conservação no Paraná (AEC). A versão do mapa de áreas estratégicas para conservação de 2016 era de 11,95% do território do estado, enquanto que a metodologia para versão 2022 resultou em 25,45% (5.086.288,50 ha). Com essas informações mapeadas, as ações dos órgãos ambientais poderão ser otimizadas, especialmente quanto à aplicação de recursos de medidas compensatórias e na criação de novas unidades de conservação nos diversos âmbitos de gestão. Já para as áreas estratégicas para restauração (AER), observou-se a redução em áreas que anteriormente eram indevidamente computadas tais como leito de rios, áreas marinhas e áreas urbanas, que foram retiradas do cômputo das áreas estratégicas. A evolução das tecnologias de sensoriamento remoto e banco de dados de acesso livre, como os do MapBiomas, podem auxiliar estudos técnicos e suas aplicações para a elaboração e execução de políticas públicas que visem a conservação e a restauração da biodiversidade no Brasil. No entanto, a aplicabilidade deste estudo depende da oficialização em formas de normativas, da ampla divulgação à comunidade em geral e especialmente da tomada de decisões das direções dos órgãos ambientais.
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