Prospecção tecnológica e elaboração de produtos após curtimento artesanal com tanino vegetal em peles de peixes cultivados na baixada Maranhense
Technological prospecting and product development after artisanal tanning with vegetable tannin on fish skins from the Maranhão lowlands
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n1-049Palavras-chave:
couro, piscicultura, patentes, barbatimão, tilápia, pangaResumo
Objetivou-se neste trabalho realizar uma prospecção tecnológica sobre processo de curtimento e elaborar produtos após curtimento artesanal com tanino vegetal em peles de peixes cultivados na baixada maranhense. A prospecção e elaboração de produtos foi realizada em fevereiro de 2024. A captura das espécies de peixes ocorreu em fazendas da Baixada Maranhense, sendo as peles utilizadas no processo de curtimento artesanal, utilizando taninos vegetais de barbatimão e viveiro cipreste. O protocolo de curtimento artesanal foi adaptado e envolveu oito etapas, incluindo remolho, caleiro, descarne, desencalagem, curtimento, engraxe, secagem e amaciamento. O estudo apresenta uma abordagem prática para o aproveitamento de peles de tilápia e panga, contribuindo para a sustentabilidade na indústria pesqueira local. Com dados da prospecção, verificou-se que o Japão é o maior detentor de patentes sobre curtimento. No entanto, percebeu-se ainda que há escassez em registros patentários no Brasil, sendo observado apenas 3% (5 patentes) é processo de curtimento de peles de espécies de peixes. Após processamento das peles, obteve-se 198,4 g de couro de tilápia e 22 g de couro de panga. Os couros obtidos dos peixes apresentaram, boa aparência, colorações, ausência de odor característico de peixe e texturas satisfatórias para confecção de peças artesanais como agendas e baladeiras. Concluiu-se neste estudo, que os resultados obtidos servem de subsídio para novas experiências, a fim de aumentar o leque de oportunidades e agregar valor ao pescado maranhense, a partir produtos obtidos com o curtimento artesanal. Logo, observou-se um produto de qualidade, com viabilidade econômica, social e ecológica, reconhecidos através de experiências durante o curso de extensão rural extremamente necessário ao desenvolvimento da região.
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