Rendimento de genótipos promissores de Nopalea cochenillifera salm-dick desenvolvidos em região semiárida
Yield of promising Nopalea cochenillifera salm-dick genotypes developed in a semi-arid region
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv7n1-042Palavras-chave:
forragicultura, melhoramento genético, palma forrageiraResumo
O semiárido brasileiro é caracterizado por baixos índices pluviométricos, distribuídos irregularmente no espaço e no tempo, associados ainda, a elevados índices de radiação, que culminam em balanços negativos, dificultando a produção agrícola. Todavia, as atividades agropecuárias, são a principal fonte de renda dos agricultores locais, que precisam adaptar-se a este ambiente, praticando o que se chama de convivência com o semiárido. Uma das principais alternativas é a utilização de culturas potencialmente produtivas e adaptadas a estes ambientes, como é o caso da palma, uma excelente forrageira com metabolismo CAM, cuja fisiologia permite elevadas produtividades ainda que em ambientes de estresse hídrico. Dadas estas percepções, os programas de melhoramento genético, em especial o do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), vem desempenhando ao longo dos últimos decênios, pesquisas que culminaram em materiais de extrema relevância aos produtores locais. Partindo desta premissa, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o potencial produtivo de 11 materiais de palma forrageira pertencentes à espécie Nopalea cochenillifera Salm – Dyck, desenvolvidos pelo programa de melhoramento genético da parceria IPA/UFRPE, na Estação Experimental de Arcoverde-PE a partir de mensurações da biomassa e matéria seca produzidas. O experimento foi conduzido no delineamento de blocos ao acaso, com 11 tratamentos e 3 repetições. Para verificação dos objetivos propostos foram mensuradas as variáveis de matéria fresca e seca, bem como o percentual de matéria seca. Os resultados foram submetidos à análise de variância, comparando-se as médias dos tratamentos pelo teste de Tukey, a 5% de probabilidade. Concluiu-se que não houve diferença significativa entre os tratamentos para as variáveis analisadas. Embora não tenham diferido estatisticamente, os genótipos IPA - número 17- 19 e IPA - F 21 x Miúda, destacam-se como os maiores valores para produção de biomassa e teor de matéria seca, com 153,4 t/ha e 16,2t/ha, respectivamente.
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