Helmintos em peixes provenientes de pisciculturas: revisão de literatura
Helminths in fish from fish farms: literature review
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv6n4-017Resumo
Este estudo apresenta uma análise da fauna parasitária que acomete peixes provenientes de pisciculturas, com foco nos espécimes Colossoma spp. (Tambaqui) e Oreochromis spp. (Tilápia). A piscicultura tem se desenvolvido consideravelmente nas últimas décadas, tornando-se uma fonte essencial de proteína animal. Essas espécies de peixes, em particular, são populares na aquicultura brasileira devido ao seu rápido crescimento, resistência e alto valor comercial. Os parasitas encontrados em peixes de piscicultura incluem nematoides, cestoides e trematoides, que podem afetar o trato digestivo e tecidos dos peixes. Os nematoides adultos geralmente parasitam o trato digestivo, podendo levar a problemas como úlceras e perfurações gástricas. Os cestoides, por outro lado, podem prejudicar a absorção de nutrientes, diminuindo a capacidade do peixe de se desenvolver adequadamente. Os trematoides têm formas corporais variadas e podem causar hemorragias temporárias e inflamações. Vários fatores podem influenciar a prevalência de parasitas, como a densidade de estocagem, qualidade da alimentação e manejo dos viveiros. A adição de calcário ao solo dos viveiros pode contribuir para a diminuição do parasitismo, mantendo os peixes saudáveis. Além disso, o ciclo de vida relativamente curto das espécies de peixes de piscicultura limita o tempo disponível para o desenvolvimento completo dos parasitos, o que pode reduzir seus efeitos adversos.
Este estudo ressalta a importância da pesquisa contínua sobre a fauna parasitária de peixes de piscicultura, não apenas do ponto de vista econômico, mas também em relação à saúde pública, devido à possibilidade de zoonoses. É necessário continuar investigando e compreendendo melhor os parasitas que afetam essas espécies de peixes, a fim de garantir a produção de alimentos seguros e de alta qualidade.
Referências
AZEVEDO, R. K. de; et al. Aspectos quantitativos da comunidade de metazoários parasitos do Gordinho - Peprilus paru (LINNAEUS,1758) (Perciformes: Stromateidae), do litoral do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, vol. 16, núm. 1, janeiro-março, 2007, pp. 10-14. - Jaboticabal, Brasil
BARROS, L.A. et al.; Larvas de nematoides de importância zoonóticas encontradas em traíras (Hoplias malabaricus bloch, 1794) no município de Santo Antônio do Leverger, MT. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia v.59, n.2, p.533-535, 2007.
BÕHLKE, J. E. et al.; Estado atual da sistemática dos peixes de água doce da América do Sul. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia 8(4): 657-677. 1978
CAMPOS, C. F. M. de; Fauna Parasitária e Alterações Teciduais em três espécies de peixes dos rios Aquidauana e Miranda, Pantanal Sul Mato-Grossense. Tese de doutorado apresentada ao Centro de Aquicultura da UNESP. Jaboticabal – SP, 2006.
CREPALDI, D. V.; 1975- Ultrassonografia em surubins (Pseudoplatystoma coruscans): avaliação de parâmetros reprodutivos e características de carcaça – 2008.
DAIRIKI, J. & SILVA, T, B.A. Revisão de literatura: exigências nutricionais do tambaqui – compilação de trabalhos, formulação de ração adequada e desafios futuros. – Manaus: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária EMBRAPA Amazônia Ocidental, 2011.44 p. - (Embrapa Amazônia Ocidental. Documentos; 91)
DIAS, M. K. R.; et al. Parasitismo em tambatinga (Colossoma macropomum x Piaractus brachypomus, Characidae) cultivados na Amazônia, Brasil. VOL. 45(2) p.231 – 238, 2015.
DURIGON, E. G. et al. Importância da calagem na piscicultura. SB Rural. UDESC. ED. 197 ANO 9 - 2017
EIRAS, J. C. et al. Métodos de estudo e técnicas laboratoriais em parasitologia de peixes. 2. ed. Maringá: Eduem.199 p. 2006.
FERNANDES, A. S.; Amostragem de Ectoparasitos de Tilápia do Nilo Oreochromis niloticus (Linnaeus, 1758) em Cultivo Comercial. Universidade Federal de Santa Catarina. Departamento de Aquicultura. Florianópolis. 2014
GOMES, L.C. et al. Transportation of juvenile tambaqui (Colossoma macropomum) in a closed system. Brazilian Journal of Biologie, 66, 493-502. 2006.
JERÔNIMO, G. T. et al.; Coleta de parasitos em peixes de cultivo. Brasília, DF: Embrapa. 1º edição. 36p.: 2012
LACERDA, A. C. F. et al.; Peixes introduzidos e seus parasitas. CPA-FAP, 2013. Peixes de água doce do Brasil.
LUQUE, J. L. Biologia, epidemiologia e controle de parasitas de peixes. Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária, v.13, p.161-164, 2004.
MARTINS, G. H.; et al.; Tempo de indução e recuperação à anestesia do eugenol para Patinga (Piaractus brachypomus). Arquivo Ciência Veterinária e Zoologia - UNIPAR, Umuarama, v. 17, n. 4, p. 243-247, out/dez. 2014.
MELO, Bruno F.; et al. New species of Cyphocharax (Characiformes: Curimatidae) from the upper rio Negro, Amazon basin. Neotrop. Porto Alegre, v. 12, n. 2, p. 327-332, June 2014.
MORAIS, M. F.P.G. de; Alimentação e Relações Morfológicas com o aparelho digestivo do "curimbatá", Prochilodus Lineatus (Valenciennes) (Osteichthyes, Prochilodontidae), de uma lagoa do sul do Brasil. Revista Brasileira de Zoologia 14 (1): 169 -180,1997.
OLIVEIRA, Andréia. Peixes de água doce do Brasil - Tambaqui (Colossoma macropomum). Centro de Produções Técnicas, 2014. Disponível em: <https://www.cpt.com.br/artigos/peixes-de-agua-doce-do-brasil-tambaqui-colossoma-macropomum>. Acesso em: 25 de jul. 2019.
OLIVEIRA, S. A. L. Pesquisa de helmintos em musculatura e serosa abdominal de peixes de importância comercial capturados no litoral norte do Brasil. Belém, 2005. 70 f. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal) Universidade Federal do Pará. Belém, 2005.
PASETO, A. Identificação de Parasitos de Peixes Cultivados e Selvagens no Mato Grosso do Sul. Relatório de Estágio Supervisionado II. Curso de Engenharia de Aquicultura. Florianópolis /SC – Brasil, 2011.
PIRES, E. M. Parasitologia Zootécnica Platelmintos (classes Trematoda e Cestodas) de Importância Zootécnica. Universidade Federal de Mato Grosso. Campus Universitário de Sinop. MT. 2011.
SILVA, R. et al.; Influência da estiagem e inundação na ocorrência de monogenéticos de Hoplias malabaricus (Bloch, 1794) em rios da Amazônia ocidental. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, Curitiba, v.6, n.3, p. 2199-2212, jul./set.,2023
SOARES, K. M. de P. e GONCALVES, A. A. Qualidade e segurança do pescado. Revista do Instituto Adolfo Lutz, v.71, n.1, p.1-10, 2012.
TRAVASSOS, L. Trematoda. Introdução ao estudo da helmintologia. Cap. 08 p. 86-108, 2009.
TRAVASSOS, L. Nematoda. Introdução ao estudo da helmintologia. Cap. 06 p. 01-31, 2007.
ZAGO, A. C.; Análise parasitológica e microbiológica de tilápias do Nilo (Oreochromis niloticus) criadas em tanques-rede no reservatório de Água Vermelha - SP e suas inter-relações com as variáveis imunológicas e fase de criação - Botucatu, 2012.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.