Manejo anestésico do paciente com persistência de ducto arterioso – relato de caso

Anesthetic management of patient with persistent duct arteriosus – case report

Autores

  • Clara Barros Teixeira
  • Laura Alves Pereira
  • Lucas Medeiros Mota
  • Anderson Farias

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv6n3-011

Palavras-chave:

anestesia, cães, cardiopatia, PDA, nitroprussiato

Resumo

O ducto arterioso persistente (PDA) é o defeito cardíaco congênito que mais acomete os cães. A afecção se deve ao não fechamento do ducto arterioso, causando uma comunicação indesejada entre a artéria pulmonar e aorta, sendo procedimento cirúrgico o tratamento de eleição. O presente trabalho tem como objetivo relatar o procedimento anestésico durante a correção cirúrgica de um caso de PDA. Foi atendido no Hospital Veterinário um canino, da raça Pastor Alemão, de oito meses apresentando um quadro de ascite, edema pulmonar e diagnosticado com persistência do ducto arterioso. O paciente foi estabilizado previamente ao procedimento com Furosemida 2mg/kg QID, Pimobendan 0,2 mg/kg BID, Enalapril 0,5 mg/kg SID, Espironolactona 1,5 mg/kg SID, Buscopam Composto 25mg/kg. Na medicação pré-anestésica foi utilizado Acepromazina (0,02mg/kg IV), Metadona (0,2 mg/kg IV) e Cetamina (1mg/kg IV) e para indução da anestesia, Propofol (2,5 mg/kg IV) associado ao Midazolam (0,2 mg/kg IV). A manutenção anestésica foi com Isoflurano (1,5% - 2%) diluído em oxigênio 100%. Em associação para analgesia foi realizada bloqueio locorregional do eretor da espinha com bupivacaína 0,25%. Paciente ficou sob ventilação mecânica ciclada a pressão, com pico de pressão inspiratório máximo de 20 cmH2O e frequência de 12 rpm, no início do procedimento foi necessária infusão contínua de Dobutamina em 1 mcg/kg/min.. Em alguns momentos foi necessário resgate analgésico com Fentanil 2 mcg/kg. Devido às manipulações no nervo vago, ocorreram momentos de bradicardia, mas não foi necessária intervenção farmacológica. No momento que iniciou a sutura do ducto arterioso foi retirada a infusão de Dobutamina e iniciada infusão de Nitroprussiato 0,5 mcg/kg/min, foi observada bradicardia com um discreto aumento de pressão e após um período os parâmetros voltaram ao que era anteriormente. No pós-operatório, ao fim do tempo de ação do bloqueio eretor da espinha, foi instituída analgesia com Metadona (0,2 mg/kg SC TID), Cetamina (0,5mg/kg SC TID) e Dipirona (25mg/kg IV TID) durante 4 dias. A técnica anestésica foi satisfatória e a estabilização prévia do paciente foi fundamental para o sucesso do procedimento.

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Publicado

2023-07-14

Como Citar

Teixeira, C. B., Pereira, L. A., Mota, L. M., & Farias, A. (2023). Manejo anestésico do paciente com persistência de ducto arterioso – relato de caso: Anesthetic management of patient with persistent duct arteriosus – case report. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 6(3), 2120–2132. https://doi.org/10.34188/bjaerv6n3-011

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Artigos originais