Emprego da distribuição espacial de Conyza spp. na cultura da soja usando interpoladores geoestatísticos
Use of the Conyza spp space distribution. in soybean crop using geostatistical interpolators
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv6n1-001Palavras-chave:
Agricultura de precisão, Buva, Mapas de emergênciaResumo
A identificação, localização e análise do nível de infestação das espécies de plantas daninhas que infestam as lavouras de soja, permitem estabelecer métodos de controle mais adequados, proporcionando maior eficiência, menor custo e impactos socioambientais. Dentre as plantas daninhas que causam preocupações ao sojicultor no RS, encontram-se as plantas do gênero Conyza (Buva), em razão de seu elevado grau de resistência ao herbicida glifosato, que é empregado no manejo de plantas daninhas na cultura da soja. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho foi estimar a distribuição espacial de buva. As amostragens foram realizadas no município de São Gabriel, RS, Brasil, na entressafra da cultura da cultura da soja, em 4,98 ha. O perímetro das áreas foi demarcado com GPS de posicionamento por ponto absoluto, com interface para computador de mão. Para a confecção da grade de amostragem foi utilizado o programa computacional CR- Campeiro. A densidade populacional foi realizada com a contagem de plantas de buva encontradas no interior do quadro amostral, com dimensões de 0,50 x 0,50 m, respectivamente, em cada um dos pontos amostrais demarcados. Os dados obtidos pelas amostragens foram submetidos à análise geoestatística, e depois submetido ao processo de krigagem ordinária, a fim de caracterizar a modelagem de mapas temáticos. O grau de dependência espacial para a espécie foi agregado e moderado, a grade da malha amostral mostrou-se eficiente para a metodologia empregada. Os resultados obtidos nos permitem inferir que a geoestatística pode ser utilizada no reconhecimento da distribuição espacial de buva.
Referências
BALASTREIRE, L.A.; BAIO, F.H.R. Avaliação de uma metodologia pratica para o mapeamento de plantas daninhas.
Revista Brasileira Engenharia Agrícola Ambiental, v.5, n.2, p.349-352, 2001.
CÂMARA, G.M.S. Efeito do fotoperíodo e da temperatura no crescimento e na maturação de cultivares de soja (Glycine max (L) Merril). Viçosa MG: Universidade Federal de Viçosa, 1991, 266f. Tese (Doutorado em Fitotecnia), Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, 1991.
CAMBARDELLA, C.A.; KARLEN, D.L. Spatial analysis of soil fertility parameters. Precision Agriculture, v.1, n. 1, p. 5-14, 1999.
CARDINA, J.; SPARROW, D. H.; MCCOY, E. L. Analysis of spatial distribution of common lambsquarters (Chenopodium album) in no-till soybean (Glicine max). Weed Science, Champaign, v.43, n.2, p.258-268, 1995.
CONAB - Companhia nacional de abastecimento 9º levantamento de avaliação da safra de grãos 2013/2014. Disponível em: <http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/14_05_08_10_11_00_boletim_graos_maio_2014.pdf>. Acessado em: 17 jun. 2014.
DOS SANTOS; ARAÚJO, R. G. de; NERIS, J. P. F.; SOUSA, J. S. DE; SILVA, B. K. S. DA; SILVA, V.S.; FREITAS, T.P.M. de Spatial and temporal analysis of fire focuses in the city of Anapu, Pará. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, Curitiba, v. 4, n. 1, p. 487-496 jan./mar. 2021
ESRI.Redlands: Environmental Systems Researcha Institute. ArcGIS, 2004.
FARIAS, P. R. S. et. al. Geoestatistical analysis of the spatial distribuition of Rotylenchulus reniformis on cotton cultivated in crop rotation. Russian Journal of Nematolology, Moscow, v. 10, p. 1-9, 2002.
KISSMANN, K. G.; GROTH, D. Plantas infestantes e nocivas. 2. ed. São Bernardo do Campo: Basf, 1999. p. 152- 156.
LANDIM P.M.B 2006. Sobre Geoestatística e mapa. Terrae Didatica, 2 (1): 19-33. Disponível em < http:// www.ige.unicamp.br/ terraedidatica/>. Acessado em: 15 nov. 2014.
MELLO, J.M. Geoestatística aplicada ao inventário florestal. Piracicaba, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, 2004. 110p. (Tese de Doutorado).
SALVADOR, F.L. Manejo e interferência das plantas daninhas em soja: uma revisão. Revista da FZVA, v.13, n.2, p.58-75, 2006.
SEDIYAMA, T. Tecnologias de produção e usos da soja. Londrina: Mecenas, 2009, 314p.
SHIRATSUCHI, L.S. Mapeamento da variabilidade espacial das plantas daninhas com a utilização de ferramentas da agricultura de precisão. Piracicaba: Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, 2001. 96p. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) – Universidade de São Paulo, 2001.
VARELLA, C. A. A; SENA, D. G. Estudo do Interpolador IDW para utilização em Agricultura de Precisão, Princípios em Agricultura de Precisão, Rio de Janeiro, 2008. 26p.
VIEIRA, S.R. Geoestatística em estudos de variabilidade espacial do solo. In: NOVAIS, R.F.; ALVAREZ V., V.H. & SCHAEFER, G.R., eds. Tópicos em ciência do solo. Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 2000. v.1, p.1-54.
VOLL, E. et al. Amostragem do banco de sementes da flora emergente de plantas daninhas. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.38, n.2, p.211-218, 2003.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.