Defeito do septo ventricular em cães e gatos, uma revisão / Ventricular septal defect in dogs and cats, a review
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv5n2-050Palavras-chave:
defeito do septo ventricular (DSV), septo interventricular (SIV), diagnóstico, tratamento.Resumo
O defeito do septo ventricular (DSV) tem origem no desenvolvimento incompleto ou no desalinhamento do septo interventricular (SIV) ainda durante o estágio embrionário, de forma congênita. Anatomicamente, o DSV define-se por orifícios de números, tamanhos e formas variadas no SIV, estando, por vezes, associado a outros defeitos cardíacos. Quanto à prevalência, encontra-se com maior frequência em Buldogues ingleses e, em relação à anatomia, tem maior ocorrência na região membranosa do septo interventricular, muitas vezes ocasionando em defeitos perimembranosos. A comunicação interventricular desenvolve-se levando a um desvio intracardíaco da esquerda para a direita devido aos níveis de maior pressão sistólica e, quando ao contrário - da direita para a esquerda - resulta em cianose, quadro sugestivo de desvios mais graves. Pequenos DSVs não resultam em sinais clínicos, entretanto, predispõem a endocardite frequentemente, além do fechamento espontâneo dos orifícios ser raro em cães e gatos. O DSV pode ainda ocasionar em regurgitação da aorta com prolapso diastólico dos folhetos valvares, devido à irrigação inadequada da artéria. Clinicamente, a maioria dos casos são assintomáticos e, quando sintomáticos, manifestam-se frequentemente através da intolerância ao exercício, tosse, dispneia e por meio de sinais da Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) esquerda. O aumento da velocidade do fluxo e da turbulência nos orifícios do SIV causam sopro holossistólico, mais reconhecível no hemitórax direito. O diagnóstico associa fatores como histórico, sinais clínicos, exame físico e, precisamente, a ecoDopplercardiografia onde averígua-se o fluxo do desvio do DSV. O tratamento engloba a oclusão cirúrgica de peito aberto e os métodos transcateteres com uso de oclusores. De forma paliativa se considera como tratamento, em casos específicos, a colocação cirúrgica de bandagem constritiva em torno do tronco pulmonar.
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