Caracterização das Unidades Produtoras de Leitões do Extremo Oeste de Santa Catarina / Characterization Of Piglet Production Units From The Extreme West Of Santa Catarina
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv4n4-031Palavras-chave:
Suinocultura. Não ruminantes. Índices Zootécnicos.Resumo
A suinocultura tem grande representatividade na economia brasileira, devido à sua importância social e cultural em regiões de produção intensiva. Em Santa Catarina, a relevância da suinocultura ganha destaque, devido à qualidade de seu rebanho e status sanitário, representando a principal atividade pecuária do estado. A modernização na suinocultura possibilitou que os produtores se especializassem em fases específicas do ciclo de produção, sendo a unidade produtora de leitões (UPL), que engloba os setores de reprodução, maternidade e desmame, sendo considerada a fase com maiores desafios. Assim, este trabalho teve por objetivo caracterizar as UPLs do Extremo Oeste Catarinense, identificando manejos adotados e os índices zootécnicos obtidos em municípios da região Extremo Oeste Catarinense. Foram aplicados questionários online, utilizando a ferramenta Forms do Google. O questionário foi composto por quatro seções, intituladas: informações gerais, gestação, lactação e desmame. Foram obtidas 14 respostas ao questionário, abrangendo nove municípios do Extremo Oeste Catarinense. O tamanho das UPLs foi heterogêneo, de 100 até mais de 1000 matrizes. A metade dos produtores declararam que a renda advinda da UPL é a renda total familiar. Em relação ao sistema de produção, 79% das UPLs estão nos sistemas cooperado ou integrado. Sobre os índices zootécnicos, 93% das UPLs relatou obter 2,0 a 2,5 partos/porca/ano. Em todas as UPLs, a inseminação foi indicada como método de reprodução utilizado. Em 86% das UPLs obteve-se a média de 11 a 15 leitões nascidos vivos/leitegada. Para a ocorrência de leitões mumificados em 86% das UPLs, o índice era de 2%; quanto aos leitões natimortos, 79% das UPLs apresentaram menos de 5%. Já para a mortalidade pré-desmame dos leitões, apenas 36% das UPLs apresentaram valor abaixo de 5% em 79% dos casos, o esmagamento foi apontado como a principal causa das mortes. Para o peso médio ao desmame, 79% dos produtores relataram obter valores entre 5 e 7 kg, realizando o desmame entre 22 e 28 dias. Como medidas de biossegurança destaca-se o uso de programas de vacinação, lavagem das instalações e uso de bebedouro tipo chupeta. Conclui-se que a maioria das granjas da região Extremo Oeste Catarinense possuem alto nível produtivo, no entanto existem fatores a serem melhorados para que se consiga chegar a resultados ainda melhores, em especial quanto a taxa de mortalidade de leitões pré-desmame.
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