Ação da auxina sobre plantas de soja / Auxin action on soybean plants
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv4n3-142Palavras-chave:
Fitormônios. Glycine max. Biossíntese. Crescimento caulinar. Dominância apical.Resumo
A auxina é um importante fitormônio para o crescimento e desenvolvimento de espécies vegetais, dentre elas, a soja (Glycine max) que possui destaque na economia mundial, sendo matéria prima de alimentos para humanos e animais. Diante disso, este trabalho objetiva abordar, com enfoque à cultura da soja, a importância da auxina às plantas, descrevendo sua biossíntese, rotas e transporte, bem como fornecer uma visão geral sobre as aplicabilidades na agricultura. A auxina atua em distintos processos, dentre eles a dominância apical e o alongamento caulinar. Todo o desenvolvimento da planta depende de um ajuste fino de gradientes locais de auxina. Isso é possível graças à dinâmica de modulação das vias de síntese, transporte, conjugação e degradação da auxina. Essa dinâmica é regulada pela própria auxina, fato que aumenta drasticamente a complexidade para o entendimento da ciência. Sua biossíntese ocorre, principalmente, a partir do aminoácido triptofano, por distintas rotas bioquímicas recentemente mencionadas na literatura. Após sintetizada, a auxina é transportada em sentido basípeto preferencialmente por transporte polar, lento e com gasto de energia. Contudo, há registros também de um transporte entre células através de plasmodesmos. Para a cultura da soja, há estudos que comparam a ação do hormônio em plântulas de soja sombreadas com àquelas que obtiveram iluminação, fornecem fontes de auxina e ainda, avaliam a concentração do fitormônio após a remoção do cotilédone. As descobertas demonstram que a auxina se concentra principalmente nas zonas de alongamento e zona de maturação do caule e, neste local, provocam o alongamento celular atuando na promoção do crescimento do caule em busca de luz. Além disso, a auxina tem papel importante na dominância apical, fenômeno que inibe o desenvolvimento de gemas axilares e influencia diretamente a arquitetura da planta, cuja “arquitetura ideal” tem sido massivamente buscada por pesquisas de melhoramento genético visando a obtenção do máximo de rendimento. Ainda, existem auxinas sintéticas utilizadas como herbicidas seletivos para plantas daninhas dicotiledôneas, entre eles o ácido 2,4-diclorofenoxiacético (2,4-D), que quando em altas doses provoca um alongamento celular excessivo levando a planta à morte, enquanto que em baixas doses atua de forma semelhante ao ácido 3-indolacético (IAA), que é a principal forma de auxina encontrada nas plantas e por sua vez pode contribuir no aumento de rendimento. Diante do exposto, pode-se perceber que há uma complexidade acerca da temática e embora estudos estejam sendo conduzidos e seus resultados publicados em revistas de alto impacto e relevância científica, ainda existem lacunas acerca dos efeitos e mecanismos da auxina que precisam ser elucidadas, em especial, em situações como sombreamento e remoção da dominância apical na cultura da soja, para que, então, possam impactar em ações de melhoramento genético e em manejos para incremento de rendimento.Referências
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