Fitossociologia de um fragmento de cerrado na Fazenda Bosque Belo, município de Aquidauana-MS / Phytossociology of savanna fragment at Bosque Belo Farm, municipality of Aquidauana-MS

Autores

  • Erica de Souza Peixoto
  • Michele da Silva Alves
  • Bruna Gardenal Fina

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv3n4-126

Palavras-chave:

Estrutura de vegetação, Florística, Biodiversidade

Resumo

Considerando a alta biodiversidade do Cerrado e o avanço do desmatamento de sua vegetação nativa, este trabalho objetivou ampliar o conhecimento sobre a flora na região de Aquidauana- MS, que apresenta diferentes fitofisionomias e está localizada em área de transição Cerrado-Pantanal. Para análise da estrutura instalou-se 30 parcelas de 10x10 metros, distribuídas em blocos de 20x50m. O critério de inclusão foi de indivíduos com perímetro a altura do peito igual ou superior a 10cm. Fez-se coleta e identificação do material botânico seguindo APG-III, além de análises de solo nas profundidades de 10 e 20cm. Os cálculos dos parâmetros fitossociológicos foram realizados através do programa Fitopac 2.0. O solo foi classificado como Latossolo vermelho, textura média, distrófico e pouco ácido. Foram amostrados 762 indivíduos (24 mortos em pé), pertencentes a 22 famílias e 56 espécies. As famílias mais ricas foram Fabaceae (19), Malvaceae (5) e Bignoniaceae (4). As espécies mais abundantes foram Guazuma ulmifolia Lam (76), Attelea phalerata Mart. (58), Casearia decandra Jacq. (52), Magonia pubescens A. St. Hil. (35) e Protium heptaphyllum March. (32). O índice de Shannon (H’) foi 3,65 nats/indivíduo e o índice de equabilidade (J’) foi 0,88, demonstrando alta diversidade e baixa dominância ecológica. A densidade total foi 2540 indivíduos por hectare e a área basal total foi 7,62 m2/ha, sendo estes valores considerados altos.

Referências

ANGIOSPERM PHYLOGENY GROUP (APG III). An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG III. Botanical Journal of the Linnean Society, v.161, p.105-121, 2009.

BORGES, H.B.N.& SHEPHERD, G.J. Flora e estrutura do estrato lenhoso numa comunidade de cerrado em Santo Antonio do Leverger, MT, Brasil. Revista brasileira de botânica 28(1): 61-74. 2005.

BRASIL. Ministério das Minas e Energia, Secretaria Geral. Projeto RADAM BRASIL: Levantamento de recursos naturais. Rio de Janeiro, v. 26. 1990.

BRASIL. Plano de Conservação da Bacia do Alto Paraguai – PCBAP/Projeto Pantanal. Diagnóstico dos meios físicos e bióticos. Brasília: PNMA, Volume II, Tomo II, 394p. 1997.

BUENO, M.L., OLIVEIRA-FILHO, A.T., PANTARA, V., POTT, A., DAMASCENO-JUNIOR, G.A. Flora arbórea do Cerrado de Mato Grosso do Sul. Iheringia, Série Botânica, Porto Alegre, 73(supl.):53-64, 15 de março de 2018.

.CARIELO, P.; FERREIRA, R.A.; FIOR, P.M.; GIULI J.W.; REIS, M. Levantamentos floristico e fitossociologico de um trecho de cerrado da Fazenda Boa Aguada, municipio de Ribas do Rio Pardo – MS.Colloquium Agrariae, vol. 8, n. Especial, jul–dez, 2012.

Climate-data.org. Disponível em: https://pt.climate-data.org/america-do-sul/brasil/mato-grosso-do-sul/aquidauana-31808/#climate-table. Acesso em: 12 novembro de 2020,

CNCFlora. Disponível em: http://cncflora.jbrj.gov.br/portal/pt-br/listavermelha. Acesso em: 13 de novembro de 2020.

EMBRAPA - Empresa brasileira de pesquisa agropecuária. Disponível em . Acesso em abril de 2010.

EMBRAPA - Empresa brasileira de pesquisa agropecuária.Embrapa cerrados e a região dos cerrados: informações básicas e dados estatísticos. Planaltina, 24 p.1998.

FELFILI, J. M.; SILVA JÚNIOR, M. C.; SEVILHA, A. C.; FAGG, C. W.; WALTER, B. M. T.; NOGUEIRA, P. E.; REZENDE, A. V. Diversity, floristic and structural patterns of cerrado vegetation in central Brazil. Plant Ecology, v.175, p.37-46, 2004.

FELFILI, J.M.; NOGUEIRA, P.E.; SILVA-JÚNIOR, M.C.; MARIMON, B.S. & DELITTI, W.B.C. Composição florística e fitossociologia do cerrado sentido restrito no município de Água Boa-MT. Acta Botanica Brasilica 16(1): 103-112. 2002

FELFILI, J. M. Fitossocilogia da vegetação arbórea. In: FELFILI, J. M.; SILVA JÚNIOR, M. C. Biogeografia do Bioma Cerrado: Estudo fitofisionômico na Chapada do Espigão Mestre do São Francisco. Brasília: Universidade de Brasília, Departamento de Engenharia Florestal, 152p. 2001.

FINA, B. G.; MONTEIRO, R. Análise da estrutura arbustivo-arbórea de uma área de Cerrado Sensu stricto, município de Aquidauana-Mato Grosso do Sul. Rev. Árvore, Viçosa – MG, v.37, n.4, p.577-585, 2013.

Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: < http://floradobrasil.jbrj.gov.br/ >. Acesso em: 14 novembro 2020.

IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em < http://www.ibge.br>. Acesso em Abril de 2010.

KLINK, C. A.; MACHADO, R. B. A conservação do cerrado brasileiro. Megadiversidade, Belo Horizonte, v. 1, n. 1, p. 147-155, jul. 2005.

LOPES, A.S. 1983. Características e propriedades químicas da camada superficial (0-20) dos solos sob Cerrado. In: Solos sob Cerrado - Características, propriedades e manejo. Associação Brasileira para Pesquisa da Potassa e do Fosfato, Piracicaba, p.10-60.

MARIMON JUNIOR, B. H.; HARIDASAN, M. Comparação da vegetação arbórea e características edáficas de um cerradão e um cerrado sensu stricto em áreas adjacentes sobre solo distrófico no Leste de Mato Grosso, Brasil. Acta Botânica Brasílica, v.19, n.4, p.913-926. 2005.

MATO GROSSO DO SUL – SEMADE. Resolução n. 9, de 14 de maio de 2015. Estabelece normas e procedimentos para o licenciamento ambiental Estadual, e dá outras providências. Diário Oficial [Mato Grosso Do Sul], Campo Grande, MS, n.8.919, 49p.

MEDEIROS, M.B.; GUARINO,E.S.G; SILVA,G.P.S. Fitossociologia de um trecho de cerrado sensu stricto na bacia do Rio Corumbá – área de influência direta do aproveitamento hidroelétrico Corumbá IV (GO). Brasília: Embrapa recursos genéticos e biotecnologia. 2005.

MUELLER-DOMBOIS, D. & ELLENBERG, H. Aims and methods of vegetation ecology.New York, Willey & Sons, 547 p. 1974.

PEEL, M. C., FINLAYSON, B. L., &MCMAHON, T. A. Updated world map of the Köppen-Geiger climate classification. Hydrology and Earth System Sciences, 11(5), 1633–1644. 2007.

PEREIRA, Z. V., SCIAMARELLI, A., GOMES, C. F., LOBTCHENKO, G., GOMES, M. E. S. Estrutura Fitossociológica do Estrato Arbustivo- Arbóreo de um Fragmento de Floresta Estacional Semidecidua, no Município de Dourados, MS. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 5, supl. 2, p. 72-74, jul. 2007.

POTT, A. & POTT, V. J. Vegetação do Pantanal: fitogeografia e dinâmica. Anais 2º Simpósio de Geotecnologias no Pantanal, Corumbá, Embrapa Informática Agropecuária/INPE, p.1065-1076. 2009.

RATTER, J.A.; RIBEIRO, J.F. & BRIDGEWATER, S. The brazilian cerrado vegetation and threats to its biodiversity. Annals of Botany 80: 223-230. 1997.

SHARDONG, G.F.; AZEVEDO, G.B.; ALVES, F.M.; SOUZA, H.H. S.; SILVA Junior,A.B.; JESUS, N. S.; OLIVEIRA, I. C. Florística, diversidade e fitossociologia em um fragmento de cerrado sentido restrito, em Chapadão do Sul – MS. Braz. J. of Develop., Curitiba, v. 6, n. 6, p. 39199-9214 jun. 2020.

SHEPHERD, G. J. FITOPAC 2.1.2. Software. Campinas: Departamento de Botânica, Unicamp. 2010.

SILVA, M.P.; MAURO, R.; MOURÃO, G. & COUTINHO, M. Distribuição e quantificação de classes de vegetação do Pantanal através de levantamento aéreo. Revista brasileira de Botânica 23(2): 143 -152. 2000.

TROEH, F. R. &THOMPSON, L.M..Solos e Fertilidade do Solo. Editora: Andrei, 718 p. 2007.

Downloads

Publicado

2020-12-21

Como Citar

Peixoto, E. de S., Alves, M. da S., & Fina, B. G. (2020). Fitossociologia de um fragmento de cerrado na Fazenda Bosque Belo, município de Aquidauana-MS / Phytossociology of savanna fragment at Bosque Belo Farm, municipality of Aquidauana-MS. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 3(4), 4210–4227. https://doi.org/10.34188/bjaerv3n4-126

Edição

Seção

Artigos originais