Germinação de sementes de Piper aduncum L em função da temperatura / Germination of Piper aduncum L seeds as a function of temperature
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv3n4-101Palavras-chave:
Dilapiol, plantas tóxicas, ação inseticida.Resumo
Dentre as condições ambientais que afetam o processo germinativo e o desenvolvimento de plântulas, a temperatura é um dos fatores bastante influente. Este trabalho teve por objetivo avaliar o efeito de diferentes temperaturas na germinação e no desenvolvimento de plântulas de Piper aduncum. As sementes foram colocadas para germinar em diferentes temperaturas: 20; 25; e 30ºC sob luminosidade constante de 12h. A temperatura foi controlada em câmara B.O.D. As avaliações referentes a porcentagem e velocidade de germinação, comprimento da raiz primária e parte aérea foram realizadas diariamente após o ensaio. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e de regressão. Houve efeito significativo da temperatura na porcentagem e velocidade de germinação das sementes. As sementes de P. aduncum apresentaram melhor percentual de germinação dentro da faixa de 25 e 30ºC. Temperaturas elevadas afetaram negativamente o índice de velocidade de germinação. A temperatura de 30ºC foi a que promoveu maior número de sementes germinadas por unidade de tempo. Temperaturas abaixo de 25ºC comprometem a germinação e o desenvolvimento de plântulas. Temperaturas maiores que 30ºC apresentam plântulas menores em relação à parte aérea. Para a raiz, a temperatura de 25ºC foi a que favoreceu o melhor desenvolvimento dessa estrutura, seguindo a tendência observada no crescimento da parte aérea.
Referências
Aguiar, J.P.L.; Goldman, G.H.; Goldman, M.H.S. Estudos sobre a germinação de sementes de marupá (Simarouba amara Aubl.) I. Composição química e curva de embebição das sementes, germinação em diferentes substratos. Acta Amazônica. v: 383-392. 1986.
Bastos, C. N.; Albuquerque, P. S.B. Efeito do Óleo de Piper aduncum no Controle em PósColheita de Colletotricum musae em Banana. Fitopatologia Brasileira, v. 29, 5: 555-557. 2004.
BEWLEY, J. D.; BLACK, M. Physiology and biochemistry of seeds. Berlin: Springer-Verlag, 1994. 306 p.
Borges, E.E. L.; Rena, A.B. Germinação de sementes.. In: de Aguiar, I.B.; Figliolia, M.B.; PiñaRodrigues F.C.M. (coords.). Sementes florestais tropicais. ABRATES. Brasília. p. 83-135, 1993.
Brancalion, P. H. S.; Novembre, A. D. L. C.; R.R.R. Temperatura ótima de germinação de sementes de espécies arbóreas brasileiras. Revista Brasileira de Sementes, v. 32, 4: 015-021, 2010.
Brighenti, A. M.; Castro, C.; Leite, R. M. V. B. C. Girassol no Brasil. Embrapa Soja. Londrina, PR, 2005.
Campos, V. C.; Tillmann, M. A. A. Avaliação da metodologia do teste de germinação para sementes de tomate. Revista Brasileira de Agrociência, v. 3, n. 1, p. 37-42, 1997.
Cardoso, M. A.; Cunha, R.; Pereira, T. S. Germinação de sementes de Virola surinamensis (Rol.) Warb. (Myristicaceae) e Guarea guidonia (l.) Sleumer (Meliaceae). Revista Brasileira de Sementes, v. 16, 1: 1-5, 1994.
Carneiro, N.B.; Corrêa, Y.M.B.; Ferraz, I.D.K.; Miranda, P.R.M.; Varela, V.P. Efeito da temperatura na germinação de sementes florestais da Amazônia. p.185-199. In: Campos, M.A.A.; Higuchi N.; Sampaio, P.T.B.; Santos, J. (eds.). Pesquisas florestais para a conservação da floresta e reabilitação de áreas degradadas da Amazônia. INPA, Manaus, 1998.
Carvalho, N. M.; Nakagawa, J. Sementes: ciência, tecnologia e produção. FUNEPE. Jaboticabal, SP, 2000. 1940
Conceição, C. C. C. da; Ferreira, G. M.; Moraes, E. da C.; Mota, M. G. da C.; Rodrigues, V. L. F. Germinação de sementes de pimenta-de-macaco. Horticultura Brasileira, v.20, 2002.
Dajoz, R. Princípios da Ecologia. Artmed, Porto Alegre, RS, 2005.
Godoi, S.; Takaki, M. Efeito da temperatura e a participação do fitocromo no controle da germinação de sementes de embaúba. Revista Brasileira de Sementes, v. 27, 2: 87-90, 2005.
Ferreira, A. G.; Borghetti, F. Germinação: do básico ao aplicado. Porto Alegre: Artmed. 2004, 323 p.
HAMPTON, J. G.; TEKRONY, D. M. Controlled deterioration test. In: HAMPTON, J. G.; TEKRONY, D. M. (Eds.). Handbook of vigor test methods. Zürich: ISTA. 1995. 117 p.
Lopes, J. C. et al. Influência da temperatura, substrato e luz na germinação de sementes de bertalha. Revista Brasileira de Sementes, v. 27, 2: 18-24, 2005
Machado, C. F.; Oliveira, J. A.; Davide, A. C.; Guimarães, R. M. Metodologia para a condução do teste de germinação em sementes de ipê-amarelo (Tabebuia serratifolia (Vahl) Nicholson). Cerne, v. 8, 2: 017-025, 2002.
MARCOS FILHO, J. Testes de vigor: importância e utilização. In: KRZYZANOWSKI, F. C.; VIEIRA, R. D.; FRANÇA NETO, J. B. (Eds.). Vigor de sementes: conceitos e testes. Associação brasileira de tecnologia de sementes, Comitê de vigor de sementes. Londrina: ABRATES, 1999a. cap. 1, p. 1- 21.
MARCOS FILHO, J. Teste de envelhecimento acelerado. In: KRZYZANOWSKI, F. C.; VIEIRA, R. D.; FRANÇA-NETO, J. B. (Eds.). Vigor de sementes: conceitos e testes. Associação brasileira de tecnologia de sementes, Comitê de vigor de sementes. Londrina: ABRATES, 1999b. cap. 3, p. 1- 24.
Miranda, P.R.M.; Ferraz, I.D.K. Efeito da temperatura na germinação de sementes e morfologia da plântula de Maquira sclerophylla (Ducke) C.C. Berg. Revista Brasileira de Botânica, v.22, 2: 303-307, 1999.
Nunes, J. D. Citogenetica de acesso de Pimenta Longa (Piper sp).. 42 f. Dissertação de Mestrado em Agronomia, Universidade Federal de Lavras/Departamento de Pós-graduação em Agronomia, Lavras, Minas Gerais, 2004
Oliveira, L. M.; Davide, A. C.; Carvalho, M. L. M.; 2008. Teste de germinação de sementes de Peltophorum dubium (Sprengel) Taubert – Fabaceae. Floresta, Curitiba, PR, v. 38, 3.
Pacheco Júnior, F. Temperatura e luminosidade na germinação de sementes de Piper hispidinervum. 1983. 59 f. Dissertação de Mestrado em Agronomia, Universidade Federal do 1941 Acre/Programa de Pós-Graduação em Agronomia, área de concentração em Produção Vegetal, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza, Rio Branco, Acre. 1983.
PIMENTEL, F. A.; PEREIRA, J. B. M.; OLIVEIRA, M. N. O. Zoneamento e caracterização de pimenta longa (Piper hispidinervium) no Acre. Rio Branco, AC: Embrapa Acre, 1998. 18 p. (Boletim de pesquisa, 20) PERRY, D. A. Introduction, metodology and application of vigor test, seedling growth and evaluation test. In: PERRY, D. A. Handbook of vigor tests methods. Zürich: ISTA, 1981. p. 3-20.
Ramos, M.B.P.; Varela, V.P. Efeito da temperatura e do substrato sobre a germinação de sementes de visgueiro do igapó (Parkia discolor Benth) leguminosae, mimosoideae. Revista de Ciências Agrárias,v. 39: 135-143, 2003.
Silva, W.C.; Ribeiro, J. Souza, H.E.M.; Corrêa, R. S. Atividade inseticida de Piper aduncum L. (Piperaceae) sobre Aetalion sp. (Hemiptera: Aetalionidae), praga de importância econômica no Amazonas. Acta Amazônica, 37: 293–298, 2007.
Sousa, P.J.C.; Barros, C.A.L.; Rocha, J.C.S.; Lira, D.S. Monteiro, G.M.; Maia, G. S. Avaliação toxicológica do óleo essencial de Piper aduncum L. Revista Brasileira de Farmacognosia, 18: 217-221, 2008.
VIEIRA, R. D.; CARVALHO, N. M.; SADER, R. Testes de vigor e suas possibilidades de uso. In: VIEIRA, R. D.; CARVALHO, N. M. Testes de vigor em sementes. Jaboticabal: FUNEP, 1994. p.31- 47
Yuncker, T.G.The Piperaceae of Brazil, I. Piper Group I, II, III, IV. Hoehnea, 2: 19-366, 1972.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade exclusiva dos autores.
- É permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo dos artigos, desde que citada a fonte.
- Artigos com plágio serão recusados, e o autor do plágio perderá o direito de publicar nesta revista.
- Os nomes e endereços informados nesta revista serão utilizados exclusivamente para os serviços prestados por esta publicação e não estão disponíveis para outros fins ou a terceiros.
- Depois de enviar os artigos, os autores cedem os direitos autorais de seus artigos ao BJAER. Se você se arrepender da submissão, o autor tem o direito de solicitar ao BJAER que não publique seu artigo. Porém, essa solicitação deve ocorrer até dois meses antes da divulgação do número que o artigo será publicado.
- O BJAER usa a licença Creative Commons CC BY. Informações sobre esta licença podem ser encontradas em: https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/br/
Brazilian Journal of Animal and Environmental Research (BJAER) se reserva o direito de efetuar nos originais alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores. Os trabalhos finais não serão enviadas aos autores.