Implantação de uma unidade de observação de cultivo de peixes marinhos no sistema estuarino do rio Piraque-Mirim, Aracruz, ES: estudo de caso / Starting a marine fish rearing culture observation unit at the Piraque-Mirim estuarine system river, Aracruz, ES: case study
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv3n4-014Palavras-chave:
maricultura, piscicultura marinha, manguezal, policultivo, multitrófico.Resumo
A produção atual da pesca extrativista mundial é de cerca de 85 milhões de toneladas e apresenta uma queda de cerca de 1% ao ano na última década. O estabelecimento de estratégias que minimizem os impactos sobre os recursos pesqueiros de interesse comercial é fundamental e a piscicultura marinha com espécies autóctones pode contribuir nesta premissa conservacionista. A piscicultura marinha é um ramo pouco desenvolvido no Brasil e estudos com espécies aptas aos cultivos são importantes para promover diversificação. Uma importante ferramenta de pesquisa e extensão é a unidade de observação, que visa desenvolver e adaptar sistemas de produção. Para avaliar a adaptabilidade de espécies de peixes marinhos autóctones e gerar alternativas socioeconômicas e ambientais foi implantada uma Unidade de Observação de Cultivo de Peixes Marinhos – UOPEM em Lajinha, distrito de Santa Cruz, Aracruz, ES, Brasil, por 18 meses. É composta de três tanques-rede cilíndricos de 8 m de diâmetro, cada um contendo um tanque berçário de 6 m3 com malha de 10 mm, gaiola com malha de 40 mm, profundidade de 4 m e volume de 200m3. Foram realizados esforços de captura de peixes autóctones utilizando-se de tarrafa em batera de madeira a remo no período noturno com lua nova e maré 0,0, porém com pouco êxito, mas peixes não capturados penetraram e cresceram na UOPEM. Foram realizadas biometrias sazonais e a partir dos dados biométricos, foi calculada a Taxa de crescimento específico (TCE). Os sargos-de-dentes Archosargus probatocephalus, os vermelhos Lutjanus jocu e os parus brancos Chaetodipterus faber apresentaram as melhores taxas de crescimento específico e também apresentaram os maiores exemplares capturados (1,4 e 790 g, 1,1 e 800 g e 1,1 e 560 g, respectivamente), o que demonstra serem espécies potenciais para os cultivos. As carapebas Eugerres brasilianus foram os peixes mais abundantes na comunidade inicial (44%), mas apresentaram menor taxa de crescimento específico (TCE = 0,9) e baixa sobrevivência, provavelmente porque foram predadas pelas outras espécies.
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