Degradabilidade in vitro do bagaço de cana-de-açúcar com uréia e enzimas fibrolíticas exógenas / In vitro degradability of sugarcane bagasse with urea and exogenous fibrolytic enzymes

Autores

  • Fábio Martins Oliveira
  • Mauro Pereira de Figueiredo
  • João Paulo Santos Roseira
  • Roseane Mendonça de Figueiredo
  • Joel Queiroga Ferreira
  • Egídio Carlos de Oliveira Padre
  • Fernando Salgado Bernardino
  • Yann dos Santos Luz

DOI:

https://doi.org/10.34188/bjaerv3n3-109

Palavras-chave:

celulase, hemicelulase, tratamento químico, volumoso.

Resumo

Objetivou-se avaliar a degradabilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) e da fibra em detergente neutro (DIVFDN) do bagaço de cana com uréia e enzimas fibrolíticas exógenas. O bagaço de origem não industrial, foi submetido a dois níveis de uréia (0 e 7%) e três níveis de enzimas fibrolíticas (0; 0,5 e 1%) na base seca. Amostras de 0,5 g dos bagaços foram incubadas por períodos de 0, 6, 12, 18, 24, 48, 72 e 96 h. Para DIVMS, verificou-se interação (P<0,05) entre uréia e enzimas fibrolíticas para tempo de colonização (TC). Para o bagaço sem adição de uréia, a adição de enzimas não alterou este parâmetro. Porém, nos bagaços que receberam uréia foram encontrados maiores TC (P<0,05) para o bagaço com 0,5% de enzimas em relação ao bagaço que não recebeu enzimas e com 1% de enzimas. A fração solúvel “a”, coeficiente “c”, e degradabilidade efetiva (DE) a taxas de passagem de 2, 5 e 8% decresceram (P<0,05), enquanto que a fração potencialmente degradável “b” e degradabilidade potencial (DP) não sofreram alteração com o uso da uréia. A adição de enzimas nas doses de 0,5 e 1% elevou a DE. Conclui-se que a adição de uréia reduz a fração solúvel “a”, coeficiente “c” e DE da MS no bagaço obtido de forma artesanal na fabricação de aguardentes. A adição de enzimas na dose de 0,5 e 1% eleva a DE da MS. O uso de uréia e enzimas no bagaço com teores mais elevados de carboidratos não fibrosos, do que os de origem industrial, aumenta o TC da MS e não altera os parâmetros de degradação e degradabilidade da FDN.

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Publicado

2020-08-18

Como Citar

Oliveira, F. M., Figueiredo, M. P. de, Roseira, J. P. S., Figueiredo, R. M. de, Ferreira, J. Q., Padre, E. C. de O., Bernardino, F. S., & Luz, Y. dos S. (2020). Degradabilidade in vitro do bagaço de cana-de-açúcar com uréia e enzimas fibrolíticas exógenas / In vitro degradability of sugarcane bagasse with urea and exogenous fibrolytic enzymes. Brazilian Journal of Animal and Environmental Research, 3(3), 1956–1971. https://doi.org/10.34188/bjaerv3n3-109

Edição

Seção

Artigos originais