Potencial antihelmíntico de sementes de abóbora (Cucurbita mochata) em equinos / Anti-helmintic potential of pumpkin seeds (Cucurbita moschata) in equine
DOI:
https://doi.org/10.34188/bjaerv3n3-016Palavras-chave:
Cucurbitáceas, equinocultura, endoparasitas, plantas medicinais, vermifugação.Resumo
O controle dos helmintos em equinos deve ser uma preocupação constante, pois os parasitas intestinais são responsáveis por elevar os índices de morbidade e mortalidade, além de predispor os animais a outras doenças. Diante disso, o objetivo do trabalho foi avaliar a eficácia e eficiência de diferentes dosagens de farinha de semente de abóbora (Cucurbita moschata) como anti-helmíntico em equinos. O trabalho foi realizado no IF Goiano Campus Ceres, utilizando-se 12 equinos do Centro de Equoterapia em um delineamento inteiramente casualizado em parcelas subdivididas no tempo com três repetições, sendo as parcelas os quatro tratamentos antiparasitários e as subparcelas os cinco períodos de avaliação do OPG (ovos por grama) pós-tratamento (14, 21, 28, 35 e 42 dias). Os tratamentos foram: T1 – grupo controle, T2 – ivermectina 200 µg/kg, T3 – 1 g/kg de farinha de semente de abóbora (FSA) e T4 – 3 g/kg de FSA. A ivermectina apresentou eficácia aos 21, 28 e 35 dias, enquanto que 1 g/kg de FSA apresentou baixa eficácia aos 14 e 28 dias e ineficácia nos demais períodos e 3 g/kg de FSA foi ineficaz em todos os períodos. Quanto à eficiência de redução na contagem dos ovos nos períodos pós-tratamentos, a ivermectina apresentou maior eficiência aos 28 dias e a dose de 1 g/kg de FSA a maior eficiência aos 14 dias, entretanto, a dose de 3 g/kg de FSA foi ineficiente em todos os períodos avaliados. A dose de 1 g/kg de farinha de sementes de abóbora teve baixa eficácia e eficiência no controle de helmintos em cavalos, sendo que o tratamento com 3 g/kg foi ineficiente e ineficaz em todos os períodos pós-tratamentos avaliados.
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