A tecnologia como via de expressão: exemplos de potência na fotografia japonesa feita por mulheres
DOI:
https://doi.org/10.38152/bjtv8n1-024Abstract
No Japão da década de 1990, entre acontecimentos tais como a invenção da world wide web, a ascensão da cultura idol, cute e purikura e a chegada das máquinas fotográficas point-and-shoot no mercado, desenhava-se uma nova cena de fotógrafas mulheres num campo, até então, dominado por homens. Dentre elas, destacavam-se Hiromix e Yurie Nagashima, ambas jovens e adeptas de uma linguagem potente que, de muitas maneiras, desafia estereótipos associados a o que é feminino. Tais expressões, porém, foram sequer reconhecidas ou simplificadas por muitos críticos artísticos masculinos na época, que consideravam as fotografias amadoras, infantis ou ingênuas, justamente, por serem captadas por mulheres. Neste artigo, a partir de uma definição dos conceitos de “imagem” — retirada do “dicionário de filosofia” de Nicola Abbagnano — e “gênero” — fundado na noção de performatividade de Judith Butler —, serão conceitualmente analisados os trabalhos dessas fotógrafas e questionados os pressupostos secularmente associados à imagem de feminilidade.
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