Asma na urgência: perfil das internações hospitalares por crises agudas de asma na Bahia de 2014 a 2018 / Asthma in emergency: profile of hospital hospitalizations by acute crisis of asthma in Bahia 2014-2018

Authors

  • Vivian Maria Silva Santos
  • Luciana Maria Viana Martins
  • Larissa Silva Fontes
  • Yanne Santos Vieira
  • Kahena de Oliveira Rego
  • Gerlan da Silva Rodrigues
  • Alice Barbosa Nascimento
  • Marina Guimarães Lima
  • Priscila Regina Alves Araujo Silva

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv3n2-206

Keywords:

Bahia, Internações por Asma, Urgência.

Abstract

Introdução: A asma é uma das doenças respiratórias mais prevalentes na América Latina e no Brasil, representando a quarta maior causa de hospitalizações no país, onde há maior prevalência em crianças.¹ Consultas recorrentes às unidades de urgência por crise asmática, crianças e sexo feminino são fatores de risco para essa hospitalização. Segundo o Gina 2018, o não controle dos sintomas da asma representa um importante fator de risco para sua exacerbação.² Assim, o conhecimento do perfil do paciente asmático permite identificar as possíveis falhas terapêuticas, reduzir o número de casos e aumentar a qualidade de vida do portador de asma. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos casos de internação hospitalar por asma nas unidades de urgência no estado da Bahia. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo e descritivo com abordagem quantitativa, utilizando dados do Sistema de Informação Hospitalar (SIH) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), através do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), referentes aos casos de asma, na Bahia, de março de 2014 a março de 2018. Resultados: De acordo com os dados obtidos através do DATASUS, foram notificados 68070 casos de internação hospitalar por asma entre os anos de 2014 e 2018 na Bahia.3 A maioria dos casos ocorreu em crianças (1 a 4 anos), representando 27,04% das ocorrências. Quanto ao sexo, 34456 casos ocorreram no sexo feminino. Sobre o caráter de atendimento, 98,6% dos casos tiveram entrada pela Urgência e 406 óbitos foram notificados na Bahia nesse período. A média de dias de internação por pessoa foi de 2,4. Quanto ao número de casos no Nordeste, a Bahia foi responsável por 38,4% do total. Conclusão: Diante da pesquisa realizada, a asma se apresenta com alta prevalência nas unidades de urgência, acometendo mais crianças menores de 5 anos, em consonância com a literatura. Felizmente a prevalência observada dos óbitos por asma foi baixa, refletindo a efetividade da terapêutica para a maioria dos casos, sendo a medida de urgência mais utilizada o manejo do paciente em crise com os beta-2 agonistas inalatórios de curta duração. Na presente pesquisa, observou-se maior acometimento por asma no sexo feminino. Sendo assim, o achado de alta incidência de asma nas unidades de urgência da Bahia no período avaliado sugere a falta e/ou falha do tratamento de manutenção por parte do paciente, o que reduziria a agudização da asma e as possíveis complicações decorrentes da crise aguda.

References

CARDOSO, Thiago de Araújo et al. Impacto da asma no Brasil: análise longitudinal de dados extrai?dos de um banco de dados governamental brasileiro. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/jbpneu/v43n3/pt_1806-3713-jbpneu-43-03-00163.pdf> Acesso em: 14 de fevereiro de 2018.

Global Initiative for Asthma – GINA. Global Strategy for Asthma Management and Prevention, 2018. Disponível em: Acesso em 15 de Maio de 2018.

Brasil – Ministério da Saúde – DATASUS [http://datasus. saude.gov.br]. Informações de saúde – Epidemiológicas e Morbidade – Asma. Disponível em: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?sih/cnv/niba.def> Acesso em 11 de Maio De 2018.

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia para o Manejo da Asma – 2012. J Bras Pneumol. 2012;38(supl.1):S1-S46. Disponível em: <http://www.jornaldepneumologia.com.br/pdf/suple_200_70_38_completo_versao_corrigida_04-09-12.pdf> Acesso em 12 de Maio de 2018.

FROTA, Mirna Albuquerque et al. Compreensão da família acerca da asma infantil em uma unidade de urgência e emergência pediátrica. Enfermagem em Foco, [S.l.], v. 5, n. 1/2, p. 13-16, ago. 2014. ISSN 2357-707X. Disponível em: <http://revista.cofen.gov.br/index.php/enfermagem/article/view/597/267>. Acesso em: 15 de maio 2018.

IV Diretrizes Brasileiras para o Manejo da Asma. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132006001100002> Acesso em 14 de fevereiro de 2018.

SOUSA, Clóvis Arlindo et al. Prevale?ncia de asma e fatores associados: estudo de base populacional em Sa?o Paulo, SP, 2008-2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rsp/v46n5/09.pdf> Acesso em 01 de abril de 2018.

LASMAR, Laura; GOULART, Eugênio; et al. Fatores de risco para hospitalização de crianças e adolescentes asmáticos. Risk factors for hospital admissions among asthmatic children and adolescents. Disponível em: <https://www.scielosp.org/scielo.php?pid=S0034-89102002000400006&script=sci_arttext&tlng> Acesso em 07 de Maio de 2018.

Sarinho E, Queiroz GRS, Dias MLCM, Silva AJQ. A hospitalizac?a?o por asma e a care?ncia de acompanhamento ambulatorial. Asthma-related hospitalizations and lack of outpatient follow-up treatment. J Bras Pneumol. 2007;33(4):365-371. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-37132007000400004> Acesso em 07 de Maio 2018.

Campos HS. Asma: suas origens, seus mecanismos inflamato?rios e o papel do corticostero?ide. Rev Bras Pneumol Sanit 2007; 15(1): 47 – 60. Disponível em <http://scielo.iec.gov.br/pdf/rbps/v15n1/v15n1a07.pdf> Acesso em 15 de Maio de 2018.

Published

04/30/2020

How to Cite

SANTOS, V. M. S.; MARTINS, L. M. V.; FONTES, L. S.; VIEIRA, Y. S.; REGO, K. de O.; RODRIGUES, G. da S.; NASCIMENTO, A. B.; LIMA, M. G.; SILVA, P. R. A. A. Asma na urgência: perfil das internações hospitalares por crises agudas de asma na Bahia de 2014 a 2018 / Asthma in emergency: profile of hospital hospitalizations by acute crisis of asthma in Bahia 2014-2018. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 3, n. 2, p. 3833–3839, 2020. DOI: 10.34119/bjhrv3n2-206. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/9377. Acesso em: 19 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers