Morbimortalidade hospitalar por queimaduras em Alagoas: um estudo ecológico entre 2015 e 2025
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-116Keywords:
queimaduras, epidemiologia, hospitalização, mortalidade, saúde públicaAbstract
Introdução: As queimaduras constituem importante problema de saúde pública devido à elevada morbimortalidade, às sequelas funcionais e aos custos gerados para os serviços de saúde. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico das internações e dos óbitos por queimaduras no estado de Alagoas entre os anos de 2015 e 2025. Métodos: Estudo ecológico, retrospectivo e descritivo, realizado a partir de dados secundários obtidos no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Foram analisadas variáveis relacionadas às internações, óbitos, taxa de mortalidade, média de permanência hospitalar, valor total das internações e valor médio da Autorização de Internação Hospitalar (AIH), além da distribuição por sexo, faixa etária e região geográfica. Resultados: No período analisado, foram registradas 4.393 internações e 99 óbitos por queimaduras em Alagoas. Observou-se predomínio do sexo masculino (61,3%) e maior frequência de internações entre crianças de 1 a 4 anos. As maiores taxas de mortalidade foram identificadas entre indivíduos de 70 a 79 anos e aqueles com 80 anos ou mais. O custo total das internações foi de R$5.474.198,40, com média de permanência hospitalar de 7,4 dias. Conclusão: As queimaduras permaneceram como importante causa de internação hospitalar em Alagoas, afetando principalmente homens e crianças pequenas, enquanto os maiores índices de mortalidade ocorreram entre idosos. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias de prevenção e fortalecimento das ações de assistência e vigilância em saúde.
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