Impactos da sífilis na gestação: uma análise das repercussões perinatais e os desafios da assistência ao pré-natal
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-085Keywords:
sífilis gestacional, sífilis congênita, assistência pré-natal, transmissão vertical, saúde materno-fetalAbstract
A sífilis gestacional permanece como um desafio crítico para a saúde pública brasileira, apresentando um crescimento contínuo nos índices de transmissão vertical, o que evidencia lacunas persistentes na assistência do pré-natal e no controle da infecção. Diante deste cenário, questiona-se como a sífilis afeta a saúde materno-fetal e quais os principais entraves para garantir o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz. Objetiva-se analisar as repercussões da sífilis no ciclo gravídico-puerperal e discutir as dificuldades no manejo clínico e preventivo da doença. Para isso, recorre-se a uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentada em estudos científicos e nas diretrizes oficiais publicadas entre 2018 e 2025. Desse modo, observa-se que a infecção acarreta desfechos obstétricos severos, como aborto espontâneo e natimortalidade, além de sequelas neonatais permanentes. Os resultados apontam que as principais barreiras incluem o diagnóstico tardio vinculado à baixa escolaridade, o medo profissional na administração da penicilina e a recorrente reinfecção materna devido à baixa adesão dos parceiros sexuais ao tratamento. O que permite concluir que a eliminação da transmissão vertical demanda o fortalecimento da vigilância epidemiológica, a qualificação das equipes de saúde e a implantação de estratégias de assistência humanizada que integrem o casal no processo de cuidado pré-natal.
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