Mortalidade por câncer colorretal nas macrorregiões brasileiras: um estudo ecológico
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-078Keywords:
mortalidade, câncer colorretal, desigualdades regionais, BrasilAbstract
Introdução: O câncer colorretal (CCR) constitui uma das principais causas de morte por neoplasias no Brasil, com possíveis desigualdades regionais relacionadas ao acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento. Objetivo: Analisar a mortalidade por câncer colorretal nas macrorregiões brasileiras entre 2018 e 2023. Metodologia: Estudo ecológico, retrospectivo, com dados de óbitos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disponíveis no DATASUS. Calcularam-se taxas brutas de mortalidade por 100.000 pessoas-ano e intervalos de confiança de 95% (distribuição de Poisson). A heterogeneidade regional foi avaliada pelo teste do qui-quadrado (5×2), com resíduos padronizados e Cramér's V. Resultados: Registraram-se 123.100 óbitos por CCR no período, com taxas médias variando de 3,68/100.000 no Norte a 13,44/100.000 no Sul (Brasil: 9,65/100.000). O teste indicou diferenças significativas entre macrorregiões (χ²(4)=18.086; p<0,001; V≈0,004), com maior mortalidade no Sul e Sudeste e menores valores no Norte e Nordeste. As taxas não foram padronizadas por idade, o que deve ser considerado na interpretação do gradiente regional. Os óbitos concentraram-se em indivíduos com 60 anos ou mais, predominando neoplasias de cólon. Conclusão: Observou-se desigualdade regional nas taxas brutas de mortalidade por CCR, com gradiente Norte-Sul a ser interpretado com cautela pela ausência de padronização etária. Parte do gradiente pode refletir diferenças demográficas entre regiões. O fortalecimento de estratégias regionais de rastreamento e prevenção é essencial para reduzir a carga da doença e promover equidade em saúde.
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