Manejo das hérnias umbilicais menores que 2 cm: evidências atuais sobre sutura versus reparo com malha

Authors

  • Cirênio de Almeida Barbosa
  • Arthur Ávila Reis Roncarati Miranda
  • Artur Leonel Carneiro
  • Carlos Augusto Aglio
  • Cláudio Luiz Vieira Tannús
  • Débora Helena da Cunha
  • Guilherme de Almeida Santos
  • Jéssica Domingues Corradi Novais

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-049

Keywords:

hérnia umbilical, cirurgia, eficácia

Abstract

Introdução: Hérnias umbilicais menores que 2 cm em adultos representam um desafio terapêutico. A sutura primária, historicamente utilizada, apresenta maiores taxas de recidiva sob tensão, porém, o uso rotineiro de telas sintéticas ainda gera debates na literatura devido a potenciais complicações. Objetivo: Realizar uma revisão crítica da literatura acerca do manejo de hérnias umbilicais pequenas em adultos. Métodos: Foi conduzida uma revisão narrativa e crítica nas bases de dados PubMed, Embase, Web of Science, Cochrane Library e SciELO, priorizando publicações entre 2000 e 2025. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, metanálises, estudos comparativos prospectivos e diretrizes de sociedades cirúrgicas. Resultados: As evidências mostram que o uso de malha reduz as taxas de recorrência para valores entre 1% e 5%, em comparação a 5% e 20% com a sutura simples. Diretrizes internacionais recomendam malhas não absorvíveis para defeitos ≥1 cm. Fatores agravantes como obesidade e diástase dos retos abdominais aumentam o risco de falha do reparo, tornando o uso de tela fortemente recomendado nesses casos. Técnicas como darn e próteses onlay despontam como opções alternativas seguras e acessíveis. Além dos aspectos técnicos, a integração protética é influenciada por fatores biológicos teciduais, como a proporção de colágeno. Conclusão: O reparo com malha não absorvível é a técnica recomendada para hérnias de 1 a 2 cm, pois reduz significativamente as recidivas sem elevar as complicações graves. A sutura primária permanece uma opção válida exclusivamente para defeitos muito pequenos (<1 cm) ou em situações clínicas específica

References

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Published

05/26/2026

How to Cite

BARBOSA, C. de A.; MIRANDA, A. Ávila R. R.; CARNEIRO, A. L.; AGLIO, C. A.; TANNÚS, C. L. V.; CUNHA, D. H. da; SANTOS, G. de A.; NOVAIS, J. D. C. Manejo das hérnias umbilicais menores que 2 cm: evidências atuais sobre sutura versus reparo com malha. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 9, n. 3, p. e87361, 2026. DOI: 10.34119/bjhrv9n3-049. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/87361. Acesso em: 17 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers