Manejo das hérnias umbilicais menores que 2 cm: evidências atuais sobre sutura versus reparo com malha
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-049Keywords:
hérnia umbilical, cirurgia, eficáciaAbstract
Introdução: Hérnias umbilicais menores que 2 cm em adultos representam um desafio terapêutico. A sutura primária, historicamente utilizada, apresenta maiores taxas de recidiva sob tensão, porém, o uso rotineiro de telas sintéticas ainda gera debates na literatura devido a potenciais complicações. Objetivo: Realizar uma revisão crítica da literatura acerca do manejo de hérnias umbilicais pequenas em adultos. Métodos: Foi conduzida uma revisão narrativa e crítica nas bases de dados PubMed, Embase, Web of Science, Cochrane Library e SciELO, priorizando publicações entre 2000 e 2025. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, metanálises, estudos comparativos prospectivos e diretrizes de sociedades cirúrgicas. Resultados: As evidências mostram que o uso de malha reduz as taxas de recorrência para valores entre 1% e 5%, em comparação a 5% e 20% com a sutura simples. Diretrizes internacionais recomendam malhas não absorvíveis para defeitos ≥1 cm. Fatores agravantes como obesidade e diástase dos retos abdominais aumentam o risco de falha do reparo, tornando o uso de tela fortemente recomendado nesses casos. Técnicas como darn e próteses onlay despontam como opções alternativas seguras e acessíveis. Além dos aspectos técnicos, a integração protética é influenciada por fatores biológicos teciduais, como a proporção de colágeno. Conclusão: O reparo com malha não absorvível é a técnica recomendada para hérnias de 1 a 2 cm, pois reduz significativamente as recidivas sem elevar as complicações graves. A sutura primária permanece uma opção válida exclusivamente para defeitos muito pequenos (<1 cm) ou em situações clínicas específica
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