Equivalência pedagógica e desempenho cognitivo em neuroanatomia: estudo comparativo entre impressão 3D e peças cadavéricas

Authors

  • Rogerio Aires
  • Alinne Yuka Takahashi Ferreira
  • Ana Luisa Liranço Krzesinski
  • Maria Luiza Dutra Malvezi
  • Roberto Masahiko Aoki
  • Maria Carla Vieira Pinho
  • Bruno Eduardo Hidalgo Molina
  • Lucas Augusto Calizotti

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-029

Keywords:

ensino de anatomia, impressão 3D, educação médica, metodologias ativas, aprendizagem anatômica

Abstract

Introdução: A neuroanatomia constitui um dos pilares fundamentais da formação médica, e tradicionalmente seu ensino baseia-se na dissecação e manipulação de peças cadavéricas. Contudo, a crescente escassez de cadáveres, os altos custos de manutenção laboratorial e as exigências de biossegurança associado às novas Diretrizes Curriculares Nacionais têm impulsionado a adoção de tecnologias alternativas, como a impressão tridimensional (3D), que permite a construção de modelos anatômicos de alta fidelidade obtidos a partir de exames de imagem. Estudos prévios sugerem que esses modelos apresentam desempenho cognitivo semelhante ao método tradicional, embora ainda haja lacunas referentes à retenção do conhecimento a médio e longo prazo. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo comparar o aprendizado e a retenção de conteúdos neuroanatômicos entre dois métodos: peças cadavéricas e modelos impressos em 3D em três momentos diferentes. Metodologia: Participaram 17 estudantes de Medicina, randomizados em grupo cadavérico (n=9) e grupo impressão 3D (n=8). Após aula teórica padronizada sobre sulcos e giros encefálicos, cada grupo recebeu sessão prática utilizando exclusivamente seu respectivo recurso. A aprendizagem foi avaliada individualmente em três momentos — 7, 30 e 90 dias — mediante identificação de cinco estruturas anatômicas previamente definidas. Os dados foram analisados no GraphPad Prism® utilizando o teste exato de Fisher para comparações intergrupos e o teste de Friedman com pós-hoc de Dunn para análises intragrupo. Resultados: Não houve diferença significativa entre os grupos em nenhum dos tempos avaliados (7 dias: p=0.4897; 30 dias: p=0.3623; 90 dias: p>0.9999), demonstrando equivalência pedagógica entre peças anatômicas e impressão 3D. Nas análises intragrupo, observou-se evolução significativa ao longo do tempo em ambos os métodos: peças cadavéricas (p=0.0079), com melhora entre 7 e 90 dias (p=0.0265), e impressão 3D (p=0.0021), com ganho cognitivo já entre 7 e 30 dias (p=0.0489). Conclusão: Conclui-se que modelos anatômicos impressos em 3D são tão eficazes quanto as peças cadavéricas tradicionais no ensino de neuroanatomia, promovendo aprendizado e retenção do conhecimento de forma semelhante, com potencial adicional para ganhos cognitivos precoces.

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Published

05/19/2026

How to Cite

AIRES, R.; FERREIRA, A. Y. T.; KRZESINSKI, A. L. L.; MALVEZI, M. L. D.; AOKI, R. M.; PINHO, M. C. V.; MOLINA, B. E. H.; CALIZOTTI, L. A. Equivalência pedagógica e desempenho cognitivo em neuroanatomia: estudo comparativo entre impressão 3D e peças cadavéricas. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 9, n. 3, p. e87196, 2026. DOI: 10.34119/bjhrv9n3-029. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/87196. Acesso em: 17 oct. 2026.

Issue

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Original Papers