Comparação entre a fixação cruzada versus lateral no tratamento de fraturas supracondilianas do úmero pediátrico: uma revisão de literatura
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-019Keywords:
articulação do cotovelo, complicações pós-operatórias, úmero, fraturas distais do úmeroAbstract
Considerando a prevalência da fratura supracondiliana do úmero pediátrico, este trabalho justifica-se pela necessidade de tratamentos eficazes. O problema reside na persistência de complicações das técnicas de fixação. Objetiva-se, portanto, analisar comparativamente duas formas de fixação para as fraturas supracondiliana desviadas – fixação exclusivamente lateral ou fixação com fios de Kirschner cruzados. Para tanto, procede-se uma revisão integrativa da literatura nas bases PubMed e SciELO, com estratégia de pesquisa definida no PICO (patient, intervention, comparison e outcomes). P: pacientes com fratura supracondiliana do úmero; I: cirurgia para fixação das fraturas supracondilianas com fios laterais ou fios cruzados; C: Fixação das fraturas supracondiliana com fios de Kirschner cruzados; O: resultados pós cirúrgicos dos pacientes submetidos às duas técnicas cirúrgicas. A coleta de dados foi realizada entre novembro e dezembro de 2025 e foram selecionados trabalhos primários publicados entre 2015 e 2025 e foi norteada pela seguinte pergunta: “Qual a forma de fixação que obtém melhores resultados pós-operatórios – A fixação lateral ou a fixação cruzada?”. Observa-se que foram incluídos onze estudos. Em cinco, houve resultados semelhantes entre fixação cruzada e lateral. Quatro demonstraram superioridade dos fios cruzados na estabilização da fratura, enquanto dois apontaram melhores resultados com a técnica lateral. A lesão do nervo ulnar foi associada à fixação cruzada, e infecção superficial ocorreu em ambas as técnicas. Assim, conclui-se que as técnicas apresentam abordagens e complicações distintas, mas alcançam resultados similares em parâmetros clínicos, funcionais e radiológicos no desfecho geral.
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