Indicações atuais de endoscopia digestiva alta na prática clínica: análise comparativa de diretrizes internacionais e brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-018Keywords:
endoscopia digestiva alta, dispepsia, sinais de alarme, diretrizes clínicas, custo-efetividadeAbstract
A endoscopia digestiva alta (EDA) é um procedimento diagnóstico e terapêutico fundamental na gastroenterologia contemporânea. No entanto, sua utilização crescente e, por vezes, indiscriminada em cenários de baixo risco clínico tem gerado debates sobre custo-efetividade e segurança do paciente. Este estudo objetiva realizar uma revisão crítica das indicações atuais da EDA, fundamentada nas diretrizes mais recentes de sociedades como o American College of Gastroenterology (ACG), a European Society of Gastrointestinal Endoscopy (ESGE) e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED). A metodologia consistiu em uma revisão narrativa da literatura com busca sistemática nas bases PubMed, SciELO e LILACS. Os resultados destacam que, embora os sinais de alarme possuam sensibilidade razoável para neoplasias, sua especificidade moderada resulta em um baixo valor preditivo positivo em populações jovens. Conclui-se que a estratificação de risco baseada na idade — com pontos de corte divergentes entre diretrizes internacionais (60 anos) e nacionais (40 anos) — e a implementação da estratégia "testar e tratar" para Helicobacter pylori são essenciais para racionalizar o uso da EDA e otimizar os recursos em saúde.
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