O avanço da resistência antimicrobiana na tuberculose e os desafios para a saúde pública no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-017Keywords:
tuberculose, resistência antimicrobiana, tuberculose multirresistente, diagnóstico molecular, saúde públicaAbstract
Considerando que a tuberculose permanece como um importante problema de saúde pública, agravado pelo avanço da resistência antimicrobiana, que compromete a eficácia terapêutica e dificulta o controle da doença, evidencia-se a necessidade de aprofundar a compreensão desse fenômeno. Objetiva-se analisar os avanços na resistência antimicrobiana na tuberculose e discutir os desafios relacionados ao diagnóstico, tratamento e controle. Para tanto, procede-se a uma revisão sistemática da literatura, realizada nas bases PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO, considerando publicações entre 2021 e 2026. Foram incluídas revisões sistemáticas disponíveis em texto completo, sendo selecionados 13 estudos após aplicação dos critérios de elegibilidade. Desse modo, observa-se que a resistência à rifampicina e à isoniazida permanece como principal marcador de tuberculose multirresistente, associando-se a maiores taxas de falha terapêutica e recidiva. Testes moleculares, como o Xpert MTB/RIF e suas variações, apresentaram alta sensibilidade para detecção de resistência à rifampicina, enquanto tecnologias mais avançadas, como o sequenciamento de nova geração, ampliaram a capacidade de detecção de resistência a múltiplos fármacos. Entretanto, não foi observado impacto consistente na redução da mortalidade. Por fim, é possível concluir que a resistência antimicrobiana na tuberculose constitui um desafio multifatorial, exigindo estratégias integradas que contemplem avanços diagnósticos, adesão ao tratamento e enfrentamento das desigualdades sociais.
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