Cuidados de enfermagem no pós-operatório de ressecção transuretral da próstata

Authors

  • Rita de Cássia Vale Cerqueira
  • Rayssa Almeida Ferreira Martins
  • Viviane Amaral Toledo Coelho
  • Vanessa Peixoto Vieira
  • Flávio Monteiro Lopes
  • Ednardo de Souza Nascimento

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-014

Keywords:

ressecção transuretral da próstata, cuidados de enfermagem, pós-operatório, segurança do paciente, educação em saúde

Abstract

O trabalho aborda os cuidados de enfermagem no pós-operatório de ressecção transuretral da próstata (RTU), procedimento cirúrgico utilizado principalmente no tratamento da hiperplasia prostática benigna, condição comum em homens idosos que provoca sintomas urinários e impacto na qualidade de vida. Apesar de ser uma técnica minimamente invasiva e considerada padrão-ouro, a RTU apresenta riscos de complicações como hemorragia, retenção urinária e infecções, tornando indispensável a atuação qualificada da equipe de enfermagem. Trata-se de uma pesquisa baseada em revisão de literatura, com consulta a artigos científicos, livros e manuais publicados entre 1999 e 2024 em bases como Medline, Bireme e SciELO. O estudo buscou compreender o papel da enfermagem na assistência pós-operatória, enfatizando práticas de monitoramento clínico, educação em saúde e prevenção de complicações. Os resultados evidenciam que o enfermeiro exerce função essencial no manejo da irrigação vesical, controle do balanço hídrico, cuidado com a sonda vesical, avaliação da dor, prevenção de infecções e identificação precoce de alterações clínicas. Além disso, destaca-se a importância do suporte educativo ao paciente e familiares, abordando autocuidado domiciliar, alimentação adequada, hidratação, exercícios perineais e orientação sobre possíveis complicações como incontinência urinária e disfunção erétil.  Conclui-se que a assistência de enfermagem constitui um pilar fundamental para a segurança do paciente, favorecendo recuperação eficaz, redução de complicações e transição segura do hospital para o domicílio. O fortalecimento da Sistematização da Assistência de Enfermagem e a capacitação contínua da equipe são apontados como estratégias essenciais para garantir cuidado humanizado e melhores desfechos clínicos.

References

ABELHA, G. P. D. A. L.; BARBOSA, R. G.; ABELHA JÚNIOR, D. L. Tratamento cirúrgico endoscópico para hiperplasia benigna da próstata. Brazilian Journal of Health Review, v. 5, n. 6, p. 22137-22149, 2022.

AVERBECK, M. A. et al. Diagnóstico e tratamento da hiperplasia benigna da próstata. Revista da AMRIGS, v. 54, n. 4, p. 471-477, 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde. Guia prático do cuidador. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde registra o maior número de cirurgias eletivas da história do SUS. Brasília, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude. Acesso em: 22 mar. 2026.

BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização: atenção e gestão do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.

BRUNNER, L. S.; SUDDARTH, D. S. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Preventing catheter-associated urinary tract infections (CAUTIs). Atlanta, 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov. Acesso em: 22 mar. 2026.

EDUARDO, A. H. A.; NAPOLEÃO, A. A.; CARVALHO, E. C. Intervenções de enfermagem para pacientes com disfunção erétil após prostatectomia radical: revisão integrativa. Enfermería Global, v. 15, n. 2, p. 424-471, 2016.

GAUT, M. M.; ORTIZ, J. Manejo da síndrome do compartimento abdominal pós-ressecção transuretral de próstata. Revista Brasileira de Anestesiologia, v. 65, n. 6, p. 519-521, 2015.

JUNKES, C.; RODRIGUES, C.; LOURINHO, P. M. Procedimento operacional padrão (POP): irrigação vesical contínua. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2017.

KAKIHARA, C. T.; SENS, Y. A. S.; FERREIRA, U. Efeito do treinamento funcional do assoalho pélvico na incontinência urinária após prostatectomia radical. Revista Brasileira de Fisioterapia, v. 11, n. 6, p. 481-486, 2007.

MATOS, M. W. P. et al. Atuação da enfermagem na recuperação de pacientes em pós-operatório de prostatectomia. Revista Gestão & Saúde, v. 17, n. 1, p. 25-32, 2017.

McCONNELL, J. D. et al. Benign prostatic hyperplasia: diagnosis and treatment. Rockville: Agency for Health Care Policy and Research, 1994.

MENDES, K. D. S.; SILVEIRA, R. C. C. P.; GALVÃO, C. M. Revisão integrativa como método de pesquisa. Texto & Contexto Enfermagem, v. 17, n. 4, p. 758-764, 2008.

MICHALAK, J. et al. HoLEP: the gold standard for the surgical management of BPH. American Journal of Clinical and Experimental Urology, v. 3, n. 1, p. 36-42, 2015.

MOREIRA, M. D. et al. Avaliação das complicações pós-operatórias em pacientes submetidos à RTU. Research, Society and Development, v. 12, n. 4, p. e2612440938, 2023.

MOREIRA, M. D. et al. Diagnósticos de enfermagem em pacientes submetidos à ressecção transuretral da próstata. Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 23, n. 11, p. e14288, 2023.

NASCIMENTO, D. M. et al. Diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem em prostatectomia. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 13, n. 2, p. 163-173, 2011.

NOVAK, J. C.; SABINO, A. D. V. Estratégias de enfrentamento para efeitos psicossociais da prostatectomia radical. 2015. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – UNILAGO, São José do Rio Preto, 2015.

NOVELLO, F. Alimentação ajuda a combater efeitos do tratamento de câncer de próstata. 2016. Disponível em: https://www.vencerocancer.org.br. Acesso em: 22 mar. 2026.

POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.

ROEHRBORN, C. G.; McCONNELL, J. D. Etiology and epidemiology of benign prostatic hyperplasia. In: WALSH, P. C. Campbell’s urology. 8. ed. Philadelphia: W.B. Saunders, 2002.

RUBIN, O. et al. Ressecção transuretral da próstata com alta precoce. Clinical and Biomedical Research, Porto Alegre, 2020.

SANTOS, F. L.; OLIVEIRA, M. S. Gestão do balanço hídrico em unidades cirúrgicas. Journal of Nursing Care, v. 12, n. 4, 2019.

SANTOS, V. M. et al. Púrpura de Henoch-Schönlein após RTU. Revista de Medicina e Saúde de Brasília, v. 4, n. 3, 2015.

SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

SILVA, A. A. et al. Cuidados de enfermagem no pós-operatório de RTU. Revista de Enfermagem Atual, v. 26, n. 3, p. 45-52, 2022.

SOUZA, I. T. et al. Retenção urinária pós-operatória: prevenção e tratamento. 2021.

SROUGI, M.; CURY, J. Hiperplasia benigna da próstata. In: SCHOR, N.; SROUGI, M. Nefrologia – urologia clínica. São Paulo: Sarvier, 1998.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Continuity of care and patient safety. Geneva: WHO, 2008.

Published

05/14/2026

How to Cite

CERQUEIRA, R. de C. V.; MARTINS, R. A. F.; COELHO, V. A. T.; VIEIRA, V. P.; LOPES, F. M.; NASCIMENTO, E. de S. Cuidados de enfermagem no pós-operatório de ressecção transuretral da próstata. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 9, n. 3, p. e87085, 2026. DOI: 10.34119/bjhrv9n3-014. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/87085. Acesso em: 18 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers