Análise da prevalência de sífilis congênita no Paraná e no município de Cascavel no período de 2014 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-007Keywords:
sífilis congênita, prevalência, Paraná, Cascavel, vigilância epidemiológicaAbstract
A sífilis congênita é uma infecção de notificação compulsória no Brasil, resultante da transmissão vertical do Treponema pallidum durante a gestação ou parto. Apesar de ser uma condição evitável, com diagnóstico acessível e tratamento eficaz, ainda representa um importante indicador de falhas na atenção pré-natal e na vigilância em saúde. Este estudo teve como objetivo analisar a prevalência e a distribuição dos casos de sífilis congênita no estado do Paraná e no município de Cascavel entre 2014 e 2024, buscando compreender sua evolução temporal e os fatores maternos associados à persistência da doença. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, descritiva e documental, baseada em dados secundários obtidos por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Os resultados demonstraram tendência de crescimento da sífilis congênita ao longo da série histórica, com oscilações mais acentuadas durante o período da pandemia de COVID-19 e redução recente nos anos subsequentes. Observou-se predominância de casos entre mulheres jovens, com escolaridade média a baixa, o que evidencia a influência dos determinantes sociais da saúde, como vulnerabilidade socioeconômica, menor acesso à informação e desigualdades educacionais. Embora a maioria das gestantes tenha realizado acompanhamento pré-natal, foram identificadas falhas na qualidade da assistência, principalmente na testagem em tempo oportuno e no tratamento dos parceiros. Conclui-se que a eliminação da sífilis congênita depende da qualificação do cuidado pré-natal, do fortalecimento da Atenção Primária e do enfrentamento das desigualdades sociais que ampliam a vulnerabilidade.
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