Estudo do antígeno carcinoembrionário para prognóstico cirúrgico: contribuições para uma abordagem personalizada no tratamento

Authors

  • Davi Alves Silva
  • José Augusto da Silva Neto
  • Beatriz Rizzo Parreira
  • Felipe Araujo Gouhie
  • Paula Augusta Dias Fogaça de Aguiar

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv9n3-004

Keywords:

biomarcadores, antígeno carcinoembrionário, neoplasias colorretais, prognóstico, medicina de precisão

Abstract

Introdução: O antígeno carcinoembrionário (CEA) é um biomarcador amplamente utilizado no acompanhamento pós-operatório de câncer colorretal. Contudo, seu valor prognóstico e aplicabilidade como ferramenta isolada de monitorização ainda são controversos. Objetivos: Investigar a relação entre os níveis de CEA no pós-operatório e os estágios clínicos de pacientes submetidos à cirurgia para câncer colorretal, bem como avaliar a associação com resposta ao tratamento, recorrência da doença e sobrevida. Além disso, verificar sua utilidade na estratificação de risco para recidiva. Metodologia: Coorte retrospectiva realizada em um Hospital de Clínicas, através da análise de prontuários de pacientes operados entre junho de 2022 e junho de 2024. Foram incluídos pacientes maiores de 18 anos, de ambos os sexos, submetidos à cirurgia para câncer colorretal, com dosagem de CEA no acompanhamento. Pacientes com alterações do biomarcador por outras condições foram excluídos. O estudo seguiu rigorosos padrões éticos. Resultados e Discussão: Observou-se tendência de aumento do CEA com a idade e níveis mais elevados em tabagistas, etilistas e pacientes submetidos a tratamento neoadjuvante. Porém, essas associações não foram estatisticamente significativas (p > 0,05). A ausência de correlação robusta indica que o CEA isolado não é um preditor confiável de prognóstico ou resposta ao tratamento, reforçando a necessidade de abordagens complementares. Conclusão: O CEA apresenta variações associadas a fatores clínicos e comportamentais, mas sua aplicação como marcador prognóstico isolado permanece incerta. A interpretação deve ser integrada a outros parâmetros clínico-patológicos para uma estratificação de risco precisa. Estudos prospectivos são necessários para esclarecer seu impacto na monitorização oncológica.

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Published

05/08/2026

How to Cite

SILVA, D. A.; SILVA NETO, J. A. da; PARREIRA, B. R.; GOUHIE, F. A.; AGUIAR, P. A. D. F. de. Estudo do antígeno carcinoembrionário para prognóstico cirúrgico: contribuições para uma abordagem personalizada no tratamento. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 9, n. 3, p. e87006, 2026. DOI: 10.34119/bjhrv9n3-004. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/87006. Acesso em: 17 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers