Hipopituitarismo: uma revisão abrangente das bases fisiopatológicas, etiologias e abordagens terapêuticas atuais

Authors

  • Luísa Cristina Parizzi Ferreira
  • Viviane Harue Higa
  • Emanuel Cordeiro Souza
  • Victorya Caroline Basques Alba

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-111

Keywords:

hipopituitarismo, diagnóstico, epidemiologia, etiologia, tratamento

Abstract

O hipopituitarismo configura-se como uma síndrome clínica complexa decorrente da deficiência parcial ou total dos hormônios produzidos pela hipófise, resultando em repercussões sistêmicas significativas. Sob a perspectiva fisiopatológica, essa condição está diretamente relacionada à disfunção do eixo hipotálamo-hipófise, comprometendo a secreção hormonal e, consequentemente, a homeostase de diversos sistemas endócrinos, como os eixos tireoidiano, adrenal e gonadal. Além disso, processos inflamatórios, autoimunes e lesões estruturais podem levar à destruição progressiva do tecido hipofisário, ampliando a complexidade do quadro clínico. No que diz respeito às etiologias, observa-se uma ampla diversidade de causas, que incluem desde alterações congênitas e genéticas até condições adquiridas ao longo da vida. Entre estas últimas, destacam-se tumores da região selar, hipofisite autoimune e o traumatismo cranioencefálico, frequentemente subestimado como fator desencadeante. Nesse contexto, o hipopituitarismo pós-traumático vem ganhando relevância, sobretudo pela sua alta prevalência e pelo caráter frequentemente subdiagnosticado, o que reforça a necessidade de maior vigilância clínica e rastreamento adequado. Ademais, doenças infiltrativas e inflamatórias também desempenham papel importante na gênese da disfunção hipofisária. Em relação ao manejo terapêutico, a abordagem baseia-se principalmente na reposição hormonal individualizada, com o objetivo de restaurar o equilíbrio endócrino e minimizar os impactos clínicos. Dessa forma, torna-se essencial uma condução multidisciplinar, associada à monitorização contínua e ajustes terapêuticos conforme a evolução do paciente. Paralelamente, avanços recentes têm possibilitado o desenvolvimento de terapias mais eficazes, como formulações de longa duração do hormônio do crescimento, que favorecem a adesão e melhoram os desfechos clínicos. Por fim, destaca-se que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para reduzir a morbimortalidade associada ao hipopituitarismo. Nesse sentido, o aprofundamento no entendimento de suas bases fisiopatológicas, etiologias e estratégias terapêuticas mostra-se indispensável para a otimização do cuidado clínico e para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes acometidos.

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Published

04/30/2026

How to Cite

FERREIRA, L. C. P.; HIGA, V. H.; SOUZA, E. C.; ALBA, V. C. B. Hipopituitarismo: uma revisão abrangente das bases fisiopatológicas, etiologias e abordagens terapêuticas atuais. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 9, n. 2, p. e86862, 2026. DOI: 10.34119/bjhrv9n2-111. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/86862. Acesso em: 20 oct. 2026.

Issue

Section

Original Papers