Perfil epidemiológico de pacientes submetidos a colecistectomia em um hospital no sul de Santa Catarina
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-107Keywords:
colelitíase, colecistectomia, vesícula biliar, cirurgiaAbstract
Introdução: A colecistectomia, procedimento cirúrgico para remover a vesícula biliar, indicada no tratamento de cálculos biliares e complicações associadas. Desde a sua referência em 1882 (Karl August Langenbunch), até o desenvolvimento da colecistectomia laparoscópica em 1987 e sua subsequente popularização, ocorreram avanços significativos em técnicas e equipamentos. No Brasil, a introdução da colecistectomia laparoscópica na década de 1990, seguida pela sua disponibilização pelo Sistema Único de Saúde a partir de 2008, consolidou-a como a abordagem preferencial. O estudo objetivou a descrever o perfil epidemiológico dos pacientes submetidos a colecistectomia em um hospital no sul de Santa Catarina, entre janeiro de 2018 e dezembro de 2022. Métodos: Estudo epidemiológico de delineamento transversal, prontuários como técnica de coleta de dados. Analisados 755 prontuários de pacientes submetidos à colecistectomia. Critérios de inclusão pacientes maiores de 18 anos, critérios de exclusão prontuários com dados incompletos ou insatisfatórios. Resultados: A análise sociodemográfica revelou predominância de pacientes feminino, adultos e de etnia branca. Em termos de comorbidades, hipertensão arterial sistêmica foi a mais prevalente, seguida por obesidade e diabetes mellitus. A maioria dos pacientes foi submetido à colecistectomia aberta. Complicações intraoperatórias foram raras, com apenas um caso de pneumoperitonite relatado. As complicações pós-operatórias variaram em incidência, incluindo náuseas, dores abdominais e êmese. Conclusões: A predominância de pacientes do sexo feminino e adultos, juntamente com a baixa taxa de complicações, sugere a eficácia e segurança do procedimento, corroborando sua posição como tratamento padrão para condições como colelitíase e suas complicações associadas.
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