Espessura endometrial e sucesso na fertilização in vitro: uma revisão narrativa
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-103Keywords:
fertilização in vitro, espessura endometrial, receptividade endometrial, infertilidade, implantação embrionáriaAbstract
A espessura endometrial é amplamente utilizada como parâmetro indireto de receptividade uterina em ciclos de fertilização in vitro (FIV), sendo considerada um dos principais fatores associados ao sucesso da implantação embrionária. Esta revisão narrativa tem como objetivo analisar criticamente a relação entre a espessura endometrial e os desfechos reprodutivos, incluindo taxas de implantação, gravidez clínica e nascidos vivos. Para isso, foram selecionados estudos publicados nos últimos 10 anos nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Scholar, priorizando artigos originais, revisões sistemáticas e metanálises relevantes. As evidências disponíveis sugerem que maiores espessuras endometriais estão associadas a melhores resultados reprodutivos, especialmente quando superiores a determinados valores de corte descritos na literatura. No entanto, observa-se significativa variabilidade entre os estudos, e a espessura endometrial isoladamente não deve ser utilizada como único critério de avaliação da receptividade uterina. Outros fatores, como padrão endometrial, vascularização, aspectos moleculares e sincronização endométrio-embrião, também desempenham papel fundamental. Dessa forma, a avaliação integrada da receptividade endometrial é essencial para otimizar os resultados em reprodução assistida e orientar a tomada de decisão clínica.
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