Interações medicamentosas entre Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina e agentes antitrombóticos: uma análise do perfil farmacocinético e risco hemorrágico
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-091Keywords:
ISRS, anticoagulantes, interações, hemorrágico, farmacocinéticaAbstract
O uso concomitante de Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) e agentes antitrombóticos é comum na prática clínica, mas eleva significativamente o risco de eventos hemorrágicos devido a interações farmacodinâmicas e farmacocinéticas.Analisar o perfil de segurança e os mecanismos de interação entre diferentes ISRS, anticoagulantes e antiplaquetários.Realizou-se uma revisão integrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e LILACS, abrangendo o período de 2018 a 2026, com foco em estudos clínicos e revisões sistemáticas.Observou-se que a inibição da recaptação de serotonina plaquetária é um efeito de classe que compromete a agregação primária. Contudo, o risco é exacerbado pela inibição das enzimas do citocromo P450. Fármacos como paroxetina (ROR 14.12) e fluvoxamina apresentam os maiores riscos, especialmente na interação com a varfarina, devido à inibição das isoenzimas CYP2D6 e CYP2C9. O escitalopram e a sertralina demonstraram ser as opções mais seguras devido ao baixo impacto no metabolismo hepático.A escolha do ISRS em pacientes anticoagulados deve ser personalizada, priorizando agentes com menor potencial de interação enzimática e mantendo monitoramento rigoroso dos parâmetros hematológicos (TP/INR) para prevenir complicações fatais.
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