O papel da nutrição no manejo da doença de Parkinson: evidências e perspectivas clínicas
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-053Keywords:
microbiota intestinal, Parkinson, neurodegeneração, nutriçãoAbstract
A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva caracterizada pela perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra, levando à diminuição da dopamina e ao surgimento de sintomas motores, como tremores, rigidez e lentidão dos movimentos, além de alterações cognitivas e comportamentais. Estudos recentes demonstram que fatores nutricionais e o equilíbrio da microbiota intestinal exercem papel importante em sua fisiopatologia. A disbiose intestinal, marcada pelo desequilíbrio da flora microbiana, pode aumentar a permeabilidade intestinal e a inflamação sistêmica, favorecendo a agregação da proteína alfa-sinucleína, associada à degeneração neuronal. Assim, o eixo intestino-cérebro tem sido reconhecido como um importante alvo terapêutico na doença. Nesse contexto, a nutrição adequada torna-se essencial tanto na prevenção quanto no manejo da Doença de Parkinson. Dietas ricas em frutas, vegetais, leguminosas, cereais integrais, peixes e gorduras boas fornecem antioxidantes, fibras e compostos anti-inflamatórios que ajudam a reduzir o estresse oxidativo e proteger os neurônios. Em contrapartida, o consumo excessivo de gorduras saturadas, carnes processadas e açúcares simples está relacionado à maior inflamação e progressão da doença. O uso de probióticos e prebióticos também tem se mostrado promissor, pois auxilia na modulação da microbiota intestinal e na melhora da absorção da levodopa, contribuindo para o controle dos sintomas e melhor qualidade de vida dos pacientes.
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