Sífilis ocular congênita: análise epidemiológica em hospital de referência no Distrito Federal

Authors

  • Rafaela de Andrade Silva Miranda
  • Vicente de Paula Freire da Silva Junior
  • Núbia Vanessa dos Anjos Lima
  • Cassiano Rodrigues Isaac
  • Manuella da Rocha Nader
  • Adriana Sobral Lourenço
  • Gustavo Henrique Martins Rodrigues Montalvão

DOI:

https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-047

Keywords:

sífilis congênita, ceratite intersticial, retinopatia pigmentar, ceratouveíte sifilítica congênita

Abstract

INTRODUÇÃO: A sífilis congênita é uma doença infecciosa causada pela espiroqueta Treponema pallidum, através da transmissão vertical, de mãe para o feto. Dentre as manifestações oculares, pode-se observar: opacidade corneana, uveíte, catarata, glaucoma, fundo retiniano em “sal e pimenta”, atrofia óptica e, mais raramente, cancro palpebral. Este trabalho tem como objetivo analisar estatisticamente a incidência de alterações oculares em recém-nascidos que tiveram contato com a espiroqueta durante a gestação. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional descritivo qualiquantitativo do tipo transversal. Para a pesquisa, foram selecionadas crianças recém-nascidas consultadas no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), cujas mães foram diagnosticadas com sífilis. RESULTADOS: A amostra foi composta por 28 participantes. Observou-se que 71,5% das mães realizaram tratamento com pelo menos três doses de penicilina benzatina, 7,1% realizaram tratamento com penicilina benzatina intraparto, 7,1% realizaram tratamento incompleto, e 14,3% não realizaram tratamento. Não identificamos alterações corneanas e encontramos um paciente (3,6%) com edema de papila e hemorragias em chama de vela retiniana. DISCUSSÃO: No nosso estudo, a maioria dos pacientes apresentaram exame de fundo de olho normal. Tal resultado está de acordo com o que foi encontrado na literatura. Foi também detectado um caso de prematuridade, com consequente visualização fundoscópica de retina avascular em zona 3. Estudos de revisão sistemática e metanálise encontram associação da prematuridade com a sífilis gestacional. CONCLUSÃO: Este estudo apresenta um caso de alteração oftalmológica em recém-nascido cuja mãe realizou tratamento contra a sífilis de forma adequada. Logo, conclui-se a importância do exame oftalmológico do recém-nascido, inclusive, naqueles pacientes que as mães realizaram o tratamento completo com Penicilina. É crucial que sejam realizados mais estudos para compreender as implicações do tratamento materno e suas repercussões nas complicações oculares da sífilis congênita.

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Published

03/25/2026

How to Cite

MIRANDA, R. de A. S.; SILVA JUNIOR, V. de P. F. da; LIMA, N. V. dos A.; ISAAC, C. R.; NADER, M. da R.; LOURENÇO, A. S.; MONTALVÃO, G. H. M. R. Sífilis ocular congênita: análise epidemiológica em hospital de referência no Distrito Federal. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 9, n. 2, p. e86347, 2026. DOI: 10.34119/bjhrv9n2-047. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/86347. Acesso em: 20 oct. 2026.

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Original Papers