Estabilizadores do humor no Transtorno de Personalidade Borderline: indicações, eficácia e controvérsias
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-034Keywords:
Transtorno da Personalidade Borderline, estabilizadores do humor, psicofarmacologia, terapêutica farmacológica, comportamento impulsivoAbstract
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma condição psiquiátrica caracterizada por instabilidade emocional, impulsividade e relações interpessoais disfuncionais, frequentemente associada a ideação suicida. Embora a psicoterapia seja o principal tratamento, a farmacoterapia adjuvante, especialmente com estabilizadores de humor, tem sido amplamente utilizada na prática clínica. Esta revisão seguiu as diretrizes do método PRISMA, com busca nas bases PubMed, MEDLINE e LILACS, utilizando os descritores “Borderline Personality Disorder” e “Mood Stabilizers”, cobrindo o período de 2019 a 2025. Foram incluídos estudos em português ou inglês, disponíveis em texto completo, que abordassem diretamente o uso desses fármacos no TPB. Ao final da triagem, oito estudos foram selecionados para análise crítica. Os resultados apontam que, apesar do uso recorrente de estabilizadores como lamotrigina, valproato e topiramato, não há evidências robustas que sustentem sua eficácia global no manejo do TPB. Estudos observacionais indicam prescrição frequente, especialmente em contextos de impulsividade e comorbidades. No entanto, revisões sistemáticas revelam resultados inconsistentes e evidências de baixa qualidade. A lamotrigina se destacou por possíveis benefícios na regulação emocional, embora sem confirmação em grandes ensaios clínicos. Conclui-se que o uso de estabilizadores de humor no TPB deve ser criterioso, reservado a casos específicos e sempre associado à psicoterapia baseada em evidências. Novos estudos rigorosos são necessários para esclarecer seu papel terapêutico e orientar condutas clínicas mais seguras e eficazes.
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