Fatores associados à progressão da insuficiência venosa crônica em pacientes atendidos na Atenção Primária
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-027Keywords:
insuficiência venosa crônica, epidemiologia, prevalência, fatores de risco, doença venosa crônicaAbstract
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição vascular frequente caracterizada por alterações estruturais e funcionais do sistema venoso dos membros inferiores, resultando em refluxo venoso, hipertensão venosa e comprometimento do retorno sanguíneo. Trata-se de uma doença de etiologia multifatorial, associada a fatores epidemiológicos, hemodinâmicos e comportamentais que contribuem para sua progressão. O presente estudo teve como objetivo analisar os principais fatores associados, características epidemiológicas e determinantes clínicos relacionados à insuficiência venosa crônica por meio de uma revisão narrativa da literatura. A busca foi realizada na base de dados PubMed utilizando os descritores “Chronic Venous Insufficiency”, “Epidemiology” e “Prevalence”, combinados pelo operador booleano AND. Foram aplicados os filtros Best Match, Free Full Text e período de publicação entre 2016 e 2026. Inicialmente foram identificados 244 artigos, dos quais 14 foram selecionados após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Os estudos analisados demonstraram elevada prevalência da doença na população adulta, especialmente em indivíduos com idade avançada, obesidade e exposição a fatores ocupacionais como permanência prolongada em posição ortostática ou sentada. Alterações hemodinâmicas, incompetência valvar e obstruções venosas também foram identificadas como fatores importantes na fisiopatologia e progressão da doença. Além disso, formas mais avançadas da insuficiência venosa crônica podem estar associadas a complicações como alterações cutâneas, úlceras venosas e aumento do risco de eventos tromboembólicos. Conclui-se que a insuficiência venosa crônica representa uma condição multifatorial de elevada relevância clínica, sendo fundamental a identificação precoce dos fatores de risco e a adoção de estratégias adequadas de prevenção e manejo clínico.
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