Hesitação vacinal entre universitários brasileiros: avaliação da situação vacinal e percepções sobre imunização em um campus da UFMS
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-022Keywords:
vacinação, hesitação vacinal, estudantes universitários, cobertura vacinalAbstract
Este estudo transversal e descritivo avaliou a situação vacinal documentalmente comprovada e as percepções sobre vacinação entre estudantes de graduação do Campus de Paranaíba da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (CPAR/UFMS). Dos 531 acadêmicos matriculados, 190 (35,7%) participaram da pesquisa. A média de idade foi 22,4 anos. Observou-se alta adesão à vacina contra COVID-19 (98,9%) e elevada posse do cartão vacinal infantil completo (92,6%), porém menor proporção em relação ao cartão vacinal adulto (75,8%), sendo que 77,7% destes estavam completos. Quanto às vacinas específicas, 77,3% relataram vacinação contra HPV, 33,7% contra dengue e 50,4% contra sarampo (entre maiores de 20 anos). A maioria reconheceu a importância das vacinas para a saúde (97,3%) e prevenção de doenças (98,4%), embora a confiança plena na ciência tenha sido menor (80,5%). Preocupações com possíveis efeitos adversos foram relatadas por 37,4%, e 17,9% manifestaram dúvidas sobre possíveis efeitos graves a longo prazo. Mais da metade (57,6%) afirmou já ter deixado de tomar alguma vacina, principalmente por desconhecimento da disponibilidade (68,1%). Os resultados indicam que, embora a cobertura vacinal seja elevada, persistem níveis sutis de hesitação vacinal, associados a fatores informacionais e emocionais. Destaca-se o papel estratégico da universidade na promoção da literacia científica e no fortalecimento da confiança na imunização sob a perspectiva da Saúde Única.
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