Análise epidemiológica das intoxicações por medicamentos em Alagoas entre 2018 e 2023
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n2-005Keywords:
intoxicação medicamentosa, epidemiologia, saúde pública, AlagoasAbstract
As intoxicações medicamentosas constituem um relevante problema de saúde pública, devido à sua alta frequência e potencial para gerar graves consequências clínicas, responsáveis por elevada morbimortalidade no Brasil e no mundo. A automedicação, o uso indiscriminado de psicofármacos e a tentativa de autolesão têm contribuído significativamente para o aumento desses casos, principalmente em adultos jovens e mulheres. O presente estudo teve como objetivo traçar o perfil epidemiológico das intoxicações por medicamentos no estado de Alagoas entre os anos de 2018 e 2023. Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo, longitudinal e descritivo, realizado a partir de dados do Sistema Único de Saúde (DATASUS), considerando variáveis como ano de notificação, sexo, idade, raça, causas e agentes envolvidos nas intoxicações. Foram registrados 10.776 casos no período analisado, predominando tentativas de suicídio (68%), principalmente em mulheres pardas de 20 a 39 anos. As intoxicações acidentais (10,3%) e por automedicação (6,4%) também tiveram relevância, reforçando o uso inadequado de medicamentos como um problema persistente. Houve queda nas notificações em 2020, possivelmente devido à pandemia de COVID-19, e aumento progressivo até 2023. Os resultados demonstram que as intoxicações medicamentosas em Alagoas mantêm padrão semelhante ao panorama nacional, com destaque para a influência de fatores psicossociais, principalmente as tentativas de autolesão. Conclui-se que o agravo permanece como um relevante desafio para a saúde pública, enfatizando a necessidade de políticas de educação em saúde, controle da automedicação e fortalecimento da rede de atenção psicossocial.
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