Doença hepática gordurosa associada ao metabolismo (MASLD): avanços recentes no diagnóstico e no manejo clínico
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-210Keywords:
doença hepática gordurosa associada ao metabolismo, esteatose hepática, diagnóstico, tratamento clínico, síndrome metabólicaAbstract
A doença hepática gordurosa associada ao metabolismo (MASLD) constitui atualmente a principal causa de doença hepática crônica em adultos, estando fortemente associada à obesidade, ao diabetes mellitus tipo 2 e a outras condições cardiometabólicas. Recentemente, a redefinição terminológica da antiga doença hepática gordurosa não alcoólica refletiu avanços no entendimento da fisiopatologia da doença, reconhecendo a disfunção metabólica como elemento central no seu desenvolvimento e progressão. O objetivo deste estudo foi revisar a literatura científica recente acerca do diagnóstico e do tratamento clínico atual da MASLD. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca realizada em bases de dados eletrônicas reconhecidas, incluindo PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e Google Scholar, contemplando artigos publicados entre 2024 e 2025. A pergunta de pesquisa foi estruturada segundo a estratégia PICO, considerando adultos com MASLD, intervenções diagnósticas e terapêuticas atuais, comparadas a abordagens convencionais, e desfechos relacionados à estratificação de risco e à progressão da doença. Os estudos incluídos demonstraram que a MASLD apresenta elevada prevalência e impacto sistêmico, com a fibrose hepática avançada configurando-se como o principal determinante prognóstico. Métodos diagnósticos não invasivos, como escores séricos e elastografia, destacaram-se como ferramentas fundamentais para a estratificação do risco, enquanto a biópsia hepática permanece restrita a casos selecionados. No âmbito terapêutico, as intervenções no estilo de vida continuam sendo a base do manejo clínico, com avanços recentes no uso de terapias farmacológicas voltadas ao controle metabólico e a alvos hepáticos específicos, como os agonistas do receptor do GLP-1 e o resmetirom. Conclui-se que a MASLD requer uma abordagem integrada e multidisciplinar, voltada à identificação precoce dos pacientes de maior risco e ao manejo global das comorbidades metabólicas, sendo necessários mais estudos de longo prazo para consolidar estratégias terapêuticas eficazes.
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