Meningite bacteriana em crianças: sequelas neurológicas e estratégias de reabilitação multidisciplinar
DOI:
https://doi.org/10.34119/bjhrv9n1-160Keywords:
meningite bacteriana, criança, epidemiologia, prevalênciaAbstract
A meningite bacteriana permanece como importante problema de saúde pública na população pediátrica, associada a elevada morbimortalidade e a expressiva ocorrência de sequelas neurológicas. Este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências científicas acerca do perfil epidemiológico, dos fatores de risco para complicações neurológicas e das estratégias de reabilitação em crianças acometidas por meningite bacteriana. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada entre agosto e outubro de 2025, com busca nas bases PubMed, SciELO, LILACS, Web of Science e Periódicos CAPES, contemplando estudos publicados entre 1990 e 2025. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 14 artigos, organizados em três eixos temáticos: perfil epidemiológico e etiológico, tipos e frequência das sequelas neurológicas e estratégias de reabilitação multidisciplinar. Os resultados evidenciaram maior incidência da doença em crianças menores de cinco anos, predominância do sexo masculino e associação frequente com Streptococcus pneumoniae e Neisseria meningitidis. As sequelas neurológicas acometeram entre 20% e 60% dos sobreviventes, destacando-se perda auditiva, convulsões, déficits motores, comprometimento cognitivo e alterações comportamentais. Conclui-se que a reabilitação multidisciplinar precoce e o seguimento longitudinal são essenciais para reduzir o impacto das sequelas e promover melhor qualidade de vida, ressaltando-se a necessidade de protocolos assistenciais padronizados e de novas pesquisas na área.
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